Marcos Loução · CEO Porto Bank
Apresentação de resultados do 1º trimestre de 2026 · 30/abr/2026 · Porto Seguro S.A.
"O 1T26 marca o quinto trimestre consecutivo em que entregamos a combinação que orienta nossa gestão: crescimento sustentável de receita, melhora contínua de eficiência e qualidade de portfólio compatível com o ciclo. Esses três vetores não se movimentam por acaso — são resultado de uma estratégia executada com consistência."
🚀 Iniciativas estratégicas em curso
Conjunto de frentes em execução que sustentam a tese estratégica do trimestre e alimentam o guidance 2026. Capital allocation deliberadamente direcionado a iniciativas capital-light, com retorno mensurável e ancoradas no ecossistema Porto.
Engajamento, principalidade e parcelamento
- Antecipação de compra parcelada · nova frente Fee-Based, recebível como colateral.
- Parcelamento de fatura com entrada · reduz inadimplência e mantém receita rotativo.
- Engajamento & ativação de contas · principalidade do cliente como driver de TPV e receita transacional.
- IOF zero internacional · diferenciação competitiva, retém o segmento high-end.
Crédito com garantia e Consignado CLT
- Nova jornada digital de Crédito com Garantia de Veículo (CGV) · originação end-to-end no App Porto · share digital 40% → 55-60%.
- App Porto como hub do CGV · PE 3-4% · RAROC 28-32% · cross-sell direto da base segurada auto.
- Lançamento Consignado CLT · margem desconto em folha · PD/LGD baixas · ramp acelerado a partir do 2T26.
Pricing regional e defesa da liderança
- Ajuste de precificação por região · recalibragem de prêmio em praças com sinistralidade acima da média.
- Resposta direta ao aumento marginal da perda de crédito (40,9% → 42,4%) sem comprometer participação de mercado.
- Preserva a liderança de 54,3% no mercado de locações.
Antecipação de Recebíveis e Capital de Giro
- Antecipação de Recebíveis PJ · TAM R$ 80-120 bi · spread 1,5-2,2% a.m. · colateral natural.
- Capital de Giro PJ · foco em PMEs do ecossistema Porto Seguro (~600 mil) com vantagem informacional via seguro.
- Conta Digital PJ · captura de fluxo transacional, complementa pilotos de crédito · KPIs operacionais primeiro, escala 2027.
Distribuição digital e captação acelerada
- Disponibilização da Previdência no App Porto no 1T26 · novo canal de captação para a base PF.
- AUM R$ 6,49 bi com receita +293% YoY · turnaround do produto (de prejuízo no 1T25 para R$ 12,3 mi de resultado no 1T26).
- Estreita o relacionamento com cliente · oferta consolidada do Porto Bank.
Ampliação de canal além da base segurada
- Mar aberto enquadrado como ampliação de canal — preserva narrativa do ecossistema.
- Carteira administrada R$ 113,3 bi (+39,5% YoY) · contemplações +58,1% YoY · base de 559 mil cotas.
- Pilar de receita previsível, capital regulatório eficiente, baixa volatilidade.
🧭 Estratégia · 3 vetores que orientam a gestão
A tese estratégica do Porto Bank tem três vetores claros, repetidos com consistência ao longo dos últimos cinco trimestres. Os três são interdependentes — cada um reforça os outros — e são a explicação por trás da combinação receita+eficiência+qualidade que orienta a gestão.
Crescimento seletivo de carteira com viés de garantia
Ampliação de Crédito com Garantia de Veículo (CGV) e parcelamentos no cartão; saída disciplinada de CDC sem garantia. Em juros estruturalmente altos, priorizamos rentabilidade sobre volume — preservando spread, previsibilidade da perda esperada e qualidade da base de clientes.
Aceleração digital · App Porto como hub do relacionamento
Novas jornadas digitais Bank no superapp (financiamento de veículos, parcelamentos, IOF zero internacional, Previdência), 1,6 milhão de contas digitais PF e os pilotos PJ (Antecipação de Recebíveis, Capital de Giro) ganhando escala. Capital-light no ramp-up, escala em 2027.
Alavancagem operacional via tecnologia
Investimento em tecnologia estruturante com retorno mensurável em produtividade. Eficiência 27,7% — melhor da série com receita reportada +19,1% YoY e despesas crescendo abaixo. Espaço para 25-26% até 2027 sem comprometer o investimento necessário para sustentar a expansão do ecossistema digital.
Principalidade do cliente — % da renda do cliente que passa pelo Porto Bank. Vai ser comunicado ao mercado nos próximos trimestres como métrica de qualidade da execução do ecossistema, conectando os três vetores.
🎤 Frentes da Earnings Call 1T26 · pontos de defesa
As 4 frentes em que o sell-side vai concentrar perguntas, com a defesa-síntese para cada uma. Conteúdo destinado a apoiar Marcos Loução na fala de abertura e no Q&A.
Inadimplência & qualidade da carteira em macro adverso
Pergunta esperada: "Over-90 subiu 90 bps QoQ, Estágio 3 caiu de 15,3% para 13,8%. Como interpretar essa queda? E a cobertura E3 que caiu 690 bps?"
Defesa-síntese: A queda do Estágio 3 (15,3% → 13,8%) não reflete melhora orgânica de inadimplência — é fruto da baixa de carteira não-performática já integralmente provisionada (R$ 953 mi), que higieniza o estoque sem impacto em resultado (PDD já constituída). A inadimplência de mercado merece atenção e o ciclo segue demandante, mas estamos dentro do guidance esperado para o ano (Perdas −R$ 2,7 a −3,1 bi). Atuação dupla: (i) seletividade rigorosa na concessão (migração para CGV/garantia, redução de CDC stand-alone) e (ii) atuação forte em cobrança (intensificação de canais e curvas de recuperação). Over-90 reportado em 8,2% (7,9% ex-renegociação) ainda ~80-110 bps abaixo do mercado ponderado. NPL Formation estável em 2,2%.
Aceleração do Consórcio (incluindo "mar aberto")
Pergunta esperada: "Carteira +39,5% YoY há 3 trimestres seguidos. Vocês conseguem chegar a R$ 150-200 bi em 2027? Qual é o teto?"
Defesa-síntese: Pilar de receita previsível, capital-light e baixa volatilidade. Carteira R$ 113,3 bi (+39,5% YoY), Imóveis +39,6% e Veículos +39,0%, contemplações +58,1% YoY. Receita ajustada (critério antigo) R$ 488 mi (+32% YoY). Mar aberto enquadrado como ampliação de canal, não mudança de modelo — preserva narrativa do ecossistema. Mantemos > R$ 130 bi em 2026; para 2027+ não comprometemos floor mas a direção é clara.
Conta Digital PJ & pilotos PJ (Recebíveis · Giro · Consignado)
Pergunta esperada: "Conta Digital PJ — quantas contas? Quando se torna material? Pilotos PJ — qual o cronograma?"
Defesa-síntese: "PME do ecossistema Porto" como nicho defensável — base de ~600 mil PMEs já clientes Porto Seguro, com vantagem informacional via seguro. Pilotos com Antecipação de Recebíveis (TAM R$ 80-120 bi) e Capital de Giro PJ; Consignado lançado no 1T26 evolui materialmente no 2T26. Capital-light no ramp-up, escala em 2027 — sem revisão de guidance 2026. KPIs operacionais (contas, TPV, originação) primeiro; reporte financeiro à medida que produtos amadurecem.
Estratégia digital, ecossistema & principalidade do cliente
Pergunta esperada: "Como o superapp converte em receita? O ecossistema é narrativa ou máquina de cross-sell de fato?"
Defesa-síntese: Três vetores integrados — (1) jornadas digitais Bank no superapp, (2) crédito de melhor spread + Consórcio inclusive em mar aberto, (3) Contas Digitais PF/PJ + InvestBank para principalidade. Cliente Porto chega ao crédito já conhecido pelo seguro — bureau interno é melhor que externo. ARPAC ajustado R$ 143 estável; AUM Previdência R$ 6,49 bi com App Porto acelerando captação. KPI integrador "principalidade" a ser comunicado nos próximos trimestres.
🛡️ Disciplina de comunicação · linhas que o CEO não deve dizer
O que não dizer no Q&A, para preservar guidance, evitar headlines negativos e manter consistência narrativa entre trimestres.
- Floor numérico de ROAE, NIM ou eficiência (vira guidance involuntário).
- "Nossa cobertura ainda é alta" — defensivo demais; sempre redirecionar para Estágio 3 e run-rate.
- Promessa de payout específico (decisão da holding Porto Seguro).
- Comparações nominais com peers ("estamos melhor que Itaú/Bradesco em X%") — risco de headline negativo.
- Datas precisas de virada do ciclo de NPL.
- Promessa de reaceleração agressiva da carteira de Cartão.
- Números agressivos para Conta Digital PJ ou pilotos PJ ainda em ramp-up — virariam consenso e cobrança.
Material de apoio à earnings call 1T26 · base no release oficial e nos slides do call de 30/abr/2026 (23h20). Fala pública: Marcos Loução · CEO Porto Bank.
🎯 Guidance 2026 · 3 destaques comunicados ao mercado
As três linhas que a Administração comunica publicamente ao mercado em projeções 2026: Receita Total Porto Bank, Perdas de Crédito (valor absoluto) e Índice de Eficiência. Todos os ranges mantidos integralmente nesta divulgação.
(1) Receita Total Porto Bank: receita impactada por aprimoramento no método de diferimento de receitas e custos do Consórcio e agora líquida de despesas com Rewards e bandeiras. (2) Novo Índice de Eficiência: (Despesas Operacionais e Administrativas líquidas de Rewards e bandeiras) / (Receita líquida de tributos, Rewards e bandeiras − Despesa de Comercialização). Em 2025, despesas administrativas + operacionais pelo novo critério somariam R$ 1,6 bi.
🎯 Guidance Tracker 2026 · demais linhas (visão FP&A interna)
Fonte: DRE_total · aba Bank · Realizado 1T26 + Prévia mensal Abr-Dez/26. Run-rate = soma 12 meses 2026 conforme arquivo.
| Linha | Guidance 2026 (DRE) | Realizado 1T26 | Prévia 2026 (12M) | % atingido 1T | Status |
|---|---|---|---|---|---|
| Receita Total (reportada) | R$ 7,98 bi | R$ 1,86 bi | R$ 7,98 bi | 23,3% | ✓ No ritmo |
| Receita Total (ajustada¹) | R$ 7,5 – 7,9 bi | R$ 1,94 bi | ~R$ 7,98 bi | 24,3% | ⚠ Acima do teto |
| – Fee-Based (1.1.1.Outras Receitas) | R$ 3,27 bi | R$ 730,7 mi | R$ 3,27 bi | 22,3% | ⚠ Aceleração esperada 2S |
| – Receitas de Risco (NII) | R$ 4,71 bi | R$ 1,13 bi | R$ 4,71 bi | 24,0% | ✓ No ritmo |
| – Receitas Financeiras Brutas | R$ 5,10 bi | R$ 1,18 bi | R$ 5,10 bi | 23,1% | ✓ No ritmo |
| – Receita de Rotativo (Cartão) | R$ 1,15 bi | R$ 287,8 mi | R$ 1,15 bi | 25,0% | ✓ Dentro |
| – Multa e Mora | R$ 409 mi | R$ 99,5 mi | R$ 409 mi | 24,3% | ✓ Dentro |
| Perdas de Crédito (PDD acumulada) | R$ 2,7 – 3,1 bi | R$ 728 mi | ~R$ 2,959 bi | 24,6% | ⚠ Acima do centro |
| Despesas de Comercialização | R$ 1,15 bi | R$ 227,4 mi | R$ 1,15 bi (proj) | 19,8% | ✓ Disciplinado |
| Despesas Operacionais | R$ 750 mi | R$ 167,4 mi | ~R$ 750 mi | 22,3% | ✓ No ritmo |
| Lucro Líquido (estimado) | ~R$ 850-950 mi | R$ 211,5 mi | ~R$ 900 mi | 23,5% | ✓ No ritmo |
| Eficiência (média anual) | 27% – 31% | 27,7% | 26,5% | — | ✓ Melhor que o piso |
| ROAE | > 22% | 24,8% | ~22-24% | — | ✓ Acima do piso |
| Custo de Crédito | ~10 – 11% | 10,8% | ~10,5% | — | ⚠ Topo no 1T |
| NIM Aj. Risco | 2,8 – 3,5% | 2,8% | ~3,0-3,2% | — | ⚠ Limite inferior |
| Carteira Consórcio | > R$ 130 bi | R$ 113,3 bi | ~R$ 140 bi (proj) | — | ✓ No ritmo |
| Carteira de Crédito (até 540d) | R$ 24 – 26 bi | R$ 23,8 bi | ~R$ 25 bi (proj) | — | ✓ Dentro (+18,5% YoY) |
| Cobertura E3 | 60 – 70% | 60,8% | 60,8% | — | ▲ Atenção |
Lucro líquido & ROAE
Lucro segue trajetória ascendente em base anual (+10,1% YoY) mas QoQ caiu 3,6% por sazonalidade do 1T. ROAE 24,8% acima do piso do guidance (>22%) apesar da diluição pelo crescimento do PE médio.
Receita — Fee-Based vs NII
Receita ajustada R$ 1,94 bi (+24,5% YoY): Fee +28% / NII +22%. Run-rate bate o centro do guidance R$ 7,5-7,9 bi — aceleração de Fee-Based prevista no 2S26 com Consórcio + Previdência.
Eficiência (%)
27,7% — melhor da série (-1,4 pp YoY, -1,8 pp QoQ). Receita +24,5% (denominador) é o motor; despesas pessoal/tech crescem em ritmo absoluto, mas mais devagar que a receita — alavancagem operacional positiva. Gap competitivo grande vs Itaú (~38%) e Bradesco (~46%).
Carteira de crédito (R$ bi)
Reportada R$ 22,9 bi (+13,7% YoY). Proforma sem efeito da baixa = R$ 23,8 bi (+18,5%). A baixa de R$ 953 mi de carteira renegociada provisionada reduz o saldo (não aumenta) — sem efeito P&L pois PDD já constituída. Mix 83% Cartão / 13% E&F.
DRE Gerencial — Porto Bank (R$ milhões)
Lucro R$ 211,5 mi (+10,1% YoY): receita +19,1% mais que compensa PDD +44,6%. Comercialização cai 5,7%, despesas operacionais sob controle. Resultado operacional antes-IR cresce 3,3%.
| Linha | 1T26 | 1T25 | YoY | 4T25 | QoQ |
|---|---|---|---|---|---|
| Fee-Based | 730,3 | 634,6 | +15,1% | 515,6 | +41,6% |
| NII | 1.129,1 | 926,3 | +21,9% | 1.053,2 | +7,2% |
| Total Receitas | 1.859,4 | 1.560,9 | +19,1% | 1.568,8 | +18,5% |
| Tributos | (113,3) | (104,9) | +8,0% | (106,4) | +6,5% |
| Receita Líquida | 1.746,1 | 1.456,0 | +19,9% | 1.462,4 | +19,4% |
| PDD | (727,9) | (503,5) | +44,6% | (687,2) | +5,9% |
| Comercialização | (227,4) | (241,1) | −5,7% | 72,0 | n/a |
| Operacionais | (167,4) | (135,6) | +23,5% | (188,0) | −11,0% |
| Administrativas | (253,3) | (217,6) | +16,4% | (264,5) | −4,2% |
| Resultado antes IR | 370,1 | 358,1 | +3,3% | 394,7 | −6,2% |
| IR + CSLL | (113,6) | (110,9) | +2,4% | (109,4) | +3,9% |
| PLR | (57,7) | (57,9) | −0,2% | (64,2) | −10,0% |
| Investidas | 12,7 | 2,8 | +352,8% | (1,7) | n/a |
| Lucro líquido | 211,5 | 192,1 | +10,1% | 219,4 | −3,6% |
Bridge ROAE 1T25 → 1T26
ROAE 27,9% → 24,8% (-3,1 pp). +5,5 pp de receita compensa parcialmente -5,8 pp de PDD (ciclo de crédito) e -1,9 pp de despesas estruturantes.
Receita média/cliente (R$)
ARPAC R$ 136,9 (-6,4% YoY): diluição esperada pela aceleração de novos clientes (negócios +35,7%). Monetização vem em 12-18 meses — observar inflexão a partir de 3T26.
Produto campeão do trimestre
Consórcio
Resultado R$ 94,3 mi (+27,9% YoY) · ROAE 74,3% · Receita ajustada +32% YoY · capital-light
Produto sob pressão
Cartão
Resultado R$ 30,8 mi (−44,7% YoY) · Receita +23,6% YoY (top-line saudável) · ROAE 6,7% reflete custo do crédito do ciclo
Turn-around do trimestre
Previdência
Resultado R$ 12,3 mi (vs −R$ 2,7 mi no 1T25) · Receita +293% YoY · App Porto lançado no 1T26 acelera AUM (R$ 6,49 bi)
💰 Resultado Líquido por Produto (R$ milhões) · base gerencial trimestral
| Produto | 1T25 | 2T25 | 3T25 | 4T25 | 1T26 | YoY | Leitura |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Consórcio | 73,7 | 64,4 | 64,2 | 113,7 | 94,3 | +27,9% | Pilar de receita previsível, capital-light |
| Cartão | 55,7 | 71,0 | 53,1 | 23,2 | 30,8 | −44,7% | Compressão pelo custo do crédito do ciclo |
| E&F (CGV) | 35,4 | 25,1 | 27,4 | 53,2 | 32,5 | −8,2% | Carteira com garantia preserva resultado |
| Riscos Financeiros (Fiança) | 25,4 | 31,0 | 28,5 | 41,4 | 27,7 | +9,2% | Líder de mercado (54,3% share) |
| Capitalização | 8,9 | 9,1 | 16,2 | 10,6 | 9,8 | +10,1% | Carteira R$ 2,5 bi (+15,5% YoY) |
| Previdência | −2,7 | 13,8 | 19,2 | −6,7 | 12,3 | turn-around | App Porto lançado 1T26 |
| Conta Digital | −4,7 | −7,9 | −9,3 | −9,5 | −2,4 | +49% | Investimento em fase de captura de escala |
| Investimentos (Conquista) | −2,0 | −2,4 | −2,6 | −4,7 | −3,8 | −91% | Plataforma em ramp-up |
| Tesouraria | 0,0 | 0,0 | 0,0 | 0,0 | −2,5 | novo | Atribuição gerencial ajustada |
| Porto Bank (gerencial) | 189,6 | 204,1 | 196,7 | 221,2 | 198,7 | +4,8% | Reportado 1T26: R$ 211,5 mi |
Diferença vs reportado (R$ 211,5 mi) reflete ajustes contábeis-gerenciais (Investidas + reclassificações Resolução 4.966 + ajustes Consórcio).
📈 ROAE por Produto (%) · trimestral
| Produto | 1T25 | 2T25 | 3T25 | 4T25 | 1T26 | QoQ |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Consórcio | 101,2% | 83,9% | 76,9% | 111,9% | 74,3% | −37,6 pp |
| Capitalização | 44,9% | 46,0% | 58,6% | 54,2% | 62,0% | +7,8 pp |
| Riscos Financeiros | 47,0% | 56,7% | 51,0% | 71,4% | 45,6% | −25,8 pp |
| E&F | 54,3% | 36,5% | 43,3% | 77,1% | 40,4% | −36,7 pp |
| Previdência | −4,2% | 21,0% | 14,9% | −9,9% | 15,9% | +25,7 pp |
| Cartão | 13,8% | 16,9% | 14,4% | 5,5% | 6,7% | +1,2 pp |
| Investimentos | −222,0% | −116,0% | −112,8% | −217,4% | −68,1% | +149 pp |
| Porto Bank (s/ Prev. e Tesouraria) | 31,3% | 29,7% | 28,8% | 34,0% | 26,0% | −8,0 pp |
| Porto Bank (consolidado) | 27,9% | 28,9% | 27,5% | 29,9% | 24,8% | −5,2 pp |
| Porto Bank + Investidas | 27,0% | 27,6% | 26,3% | 28,4% | 24,8% | −3,6 pp |
💵 Receita Total por Produto (R$ milhões)
| Produto | 1T25 | 2T25 | 3T25 | 4T25 | 1T26 | YoY | % mix 1T26 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cartão | 749,3 | 802,2 | 820,5 | 866,5 | 926,4 | +23,6% | 49,8% |
| Consórcio (reportada) | 369,8 | 371,4 | 412,8 | 200,1 | 404,9 | +9,5% | 21,8% |
| Consórcio (ajustada¹) | 369,8 | 371,4 | 412,8 | 476,1 | 488,0 | +32,0% | 26,2% |
| Riscos Financeiros | 237,5 | 249,2 | 260,1 | 267,7 | 269,3 | +13,4% | 14,5% |
| E&F | 147,2 | 151,5 | 163,1 | 178,4 | 161,7 | +9,8% | 8,7% |
| Capitalização | 46,8 | 47,2 | 62,8 | 52,9 | 52,2 | +11,6% | 2,8% |
| Previdência | 11,6 | 43,0 | 59,4 | 3,8 | 45,4 | +293% | 2,4% |
| Total Porto Bank (reportada) | 1.562 | 1.664 | 1.779 | 1.570 | 1.860 | +19,1% | 100% |
| Total Porto Bank (ajustada¹) | 1.561 | 1.663 | 1.779 | 1.845 | 1.943 | +24,5% | — |
¹ Excluindo aprimoramento metodológico do diferimento de receitas/custos do Consórcio (Resolução CMN 4.966/352).
📊 Margem Financeira (NII) por Produto (R$ milhões)
| Produto | 1T25 | 2T25 | 3T25 | 4T25 | 1T26 | YoY |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Cartão | 519,0 | 555,9 | 539,3 | 594,9 | 646,2 | +24,5% |
| Riscos Financeiros | 237,5 | 249,2 | 260,1 | 267,7 | 269,3 | +13,4% |
| E&F | 132,0 | 133,6 | 143,6 | 156,5 | 141,8 | +7,4% |
| Previdência | −3,4 | 28,6 | 43,9 | −11,5 | 30,6 | turn-around |
| Consórcio | 20,3 | 28,0 | 29,6 | 27,6 | 15,9 | −21,6% |
| Capitalização | 20,8 | 19,2 | 24,2 | 22,6 | 21,8 | +4,8% |
| Tesouraria | — | — | — | — | 3,5 | novo |
| NII Total Porto Bank | 926,3 | 1.014,6 | 1.041,0 | 1.057,9 | 1.129,1 | +21,9% |
🏦 PL Médio Alocado por Produto (R$ milhões · 1T26 vs 1T25)
| Produto | 1T25 | 1T26 | YoY |
|---|---|---|---|
| Cartão | 1.609,7 | 1.826,4 | +13,5% |
| Consórcio | 291,2 | 507,1 | +74,2% |
| E&F | 260,9 | 321,8 | +23,3% |
| Riscos Financeiros | 216,0 | 243,6 | +12,8% |
| Capitalização | 79,0 | 63,0 | −20,2% |
| Previdência | 261,2 | 310,7 | +19,0% |
| Investimentos | 3,6 | 22,3 | +523% |
| Porto Bank + Investidas | 2.854 | 3.463 | +21,3% |
💡 Leitura cruzada — onde está o capital?
- Consórcio dobra alocação de PL (R$ 291 → 507 mi, +74% YoY) — entrega ROAE 74,3% e cresce contemplações +58% YoY. Produto onde mais faz sentido alocar capital marginal.
- Cartão consome metade do PL Bank (R$ 1,8 bi) mas entrega ROAE 6,7% no 1T26. Receita +23,6% YoY mostra top-line saudável; o gap está no custo do crédito do ciclo. Execução do plano: repricing tático + seletividade.
- E&F (CGV) mantém ROAE 40,4% com PL +23% YoY — produto de melhor spread e risco controlado. Eixo central da estratégia "ecossistema para crédito de melhor spread".
- Capitalização entrega ROAE 62,0% com PL caindo 20% — produto mais eficiente em geração de retorno marginal por R$ alocado.
- Conta Digital + Investimentos somam R$ 6 mi de prejuízo no 1T26 (vs R$ 7 mi no 1T25) — fase de investimento, melhora 14% YoY no custo de aquisição.
- ROAE consolidado 24,8% × 27,9% no 1T25 — compressão de 3,1 pp explicada por: (a) Cartão (PDD do ciclo); (b) diluição pelo crescimento do PL alocado em Consórcio (matemática de denominador); (c) ramp-up de Conta Digital + Investimentos.
Resultado Líquido por Produto (R$ mi)
Consórcio (R$ 94 mi) líder na geração de lucro 1T26. Cartão sob pressão (R$ 30,8 mi vs R$ 55,7 mi YoY) por PDD; E&F estável em R$ 32,5 mi. Result. Centralizador positivo (+R$ 4 mi) com tesouraria + ajuste 4.966.
ROAE por Produto (%)
Consórcio (74%) e Capitalização (62%) mantêm capital-light de altíssima rentabilidade. Cartão a 6,7% — abaixo do custo de capital, demanda repricing tático em curso (+40 bps em 12m).
Receita por Produto (R$ mi)
Cartão lidera com R$ 926 mi (+24% YoY). Consórcio reportada R$ 405 mi (+9,5%) — proforma R$ 536 mi (+44,8%) corrige reclassificação contábil 4.966. Mix amplo evita concentração.
NII por Produto (R$ mi)
NII Total Bank R$ 1.129 mi (+22% YoY) puxado por Cartão (R$ 646 mi, +25%). Previdência re-acelerando (R$ 30,6 mi vs -R$ 11,5 mi no 4T25). E&F estável em R$ 142 mi.
Síntese gerencial — para uso interno do CEO/CFO
"O 1T26 é o trimestre da rotação interna do Bank: Consórcio assume protagonismo de geração de valor (ROAE 74%, +27,9% lucro), Cartão preserva top-line (+23,6% receita) mas digere o ciclo via PDD, Previdência vira de fato (de prejuízo a R$ 12 mi com lançamento do App), e E&F segura o ROAE estrutural com produtos de melhor spread."
A leitura para o mercado é simples: o ROAE de 24,8% é o de um banco em rotação consciente de mix — não de um banco em crise.
💎 Geração de Valor · 1T26 (anualizado)
Réplica da aba Resumo Executivo do Modelo RAROC PortoBank, com LL trimestral 1T26 anualizado por produto e Plano de Capital ALCO Fev/26 incorporado. RAROC = LL / Capital Alocado regulatório (CET1 9,5% ICP transitório). EVA = (RAROC − Hurdle) × Capital. Hurdle de referência Porto = 16,47%.
📊 KPIs de Geração de Valor · Bank · LL 1T26 anualizado · com Plano ALCO
🎯 Resumo Decisório por Produto · LL 1T26 anualizado
Capital Alocado seguindo método do Modelo RAROC (RWA × CET1 11,75% para Bacen; 17% × prêmio para Susep). LL conforme visão trimestral × 4 (anualização). Status: CRIA = RAROC > hurdle / DESTRÓI = RAROC < hurdle.
| Produto | Regulador | LL anual (R$ mi) | Capital (R$ mi) | RAROC | Spread vs Hurdle | EVA (R$ mi) | Status | Recomendação |
|---|
Fonte: DRE_Total.xlsx oficial Porto Bank (LL anual FY26) · gerencial 1T26 × 4 (LL trimestral anualizado). Capital Alocado por produto = base do Modelo RAROC escalonada por carteira/prêmio 2026 forecast.
📊 RAROC vs Hurdle (16,47%) · por Produto · 1T26 anualizado (com Plano ALCO)
💰 EVA por Produto (R$ mi · 1T26 anualizado · com Plano ALCO)
🏦 Capital Alocado · composição por produto (R$ mi · 2026 · com Plano ALCO)
Capital Bacen calculado por RWA 2026 × CET1 9,5% (ICP transitório do Plano ALCO): Cartão R$ 19.330 mi RWA · E&F R$ 3.916 mi · Consórcio R$ 4.339 mi. Capital Susep = 17% × prêmio (não muda). RWA-alvo 2026 = R$ 30,0 bi (vs R$ 22,5 bi Fev/26).
📐 Detalhamento de Basileia · Fev/26 · Conglomerado Prudencial
Fonte: Sumário Executivo do Conglomerado Prudencial · Superintendência de Riscos Integrados · Porto Bank S.A. Métricas regulatórias do Conglomerado Prudencial Fev/26 seguindo Resolução CMN 4.958/21 e Resolução BCB 200/22.
📊 Índices de Capital · Conglomerado Prudencial
| Índice | Conglom. Prudencial | Mínimo BACEN | Mínimo Interno | Margem |
|---|---|---|---|---|
| Índice de Basileia (IB)¹ | 10,9% | 10,5% | 11,75% | −0,85 pp |
| Índice de Capital Nível I | 8,2% | 8,5% | — | −0,3 pp |
| Índice de Capital Principal (CET1) | 6,4% | 7,0% | — | −0,6 pp |
| Índice de Capital Nível II | 2,7% | — | — | — |
| Suficiência IRRBB | −2% · fora do limite (mín. 30%) | ALERTA | ||
¹ Apurada com base nos requerimentos prudenciais consolidados.
💰 Patrimônio de Referência · Composição (R$ mi)
| Linha | Conglomerado | Portoseg | Consórcio |
|---|---|---|---|
| Capital Principal (CET1) | 1.453 | 583 | 737 |
| (+) Capital Complementar (AT1) | 384 | 384 | 0 |
| = Capital Nível I | 1.837 | 967 | 737 |
| (+) Capital Nível II (T2) | 623 | 623 | 0 |
| = Patrimônio de Referência (PR) | 2.460 | 1.590 | 737 |
📦 Ativos Ponderados pelo Risco (RWA) · R$ mi
| Tipo de Risco | Conglomerado | Portoseg | Portopar | Consórcio | % Conglom. |
|---|---|---|---|---|---|
| Risco de Crédito (CPAD) | 20.462 | 17.716 | 1 | 2.745 | 90,8% |
| Risco Operacional (OPAD) | 2.014 | 1.257 | 35 | 509 | 8,9% |
| Risco de Mercado · CAM | 23 | 23 | 0 | 0 | 0,1% |
| Risco de Mercado · CVA | 31 | 31 | 0 | 0 | 0,1% |
| Risco de Mercado · JUR1 | 0,2 | 0 | 22 | 0,2 | 0,0% |
| RWA Total | 22.530 | 19.027 | 37 | 3.254 | 100% |
Distribuição de RWA dominada por risco de crédito (90,8%), com Portoseg concentrando o cartão+E&F (84% do RWA total). Operacional (8,9%) reflete o crescimento da base de receita.
⚖️ Patrimônio de Referência Exigido (PRE) · R$ mi
| Linha | Conglomerado | Portoseg | Consórcio |
|---|---|---|---|
| PRE Mínimo (8% RWA) | 1.802 | 1.522 | 260 |
| (+) Adicional Conservação (2,5%) | 563 | 476 | 81 |
| = PRE BACEN (10,5%) | 2.366 | 1.998 | 342 |
| (+) Buffer Interno (+1,25%) | 282 | 238 | 41 |
| = PRE INTERNO (11,75%) | 2.647 | 2.236 | 382 |
| IRRBB · Impacto Δ taxa juros | 96 | 96 | 0 |
PR de R$ 2.460 mi é R$ 187 mi inferior ao PRE Interno (11,75%), enquadrando o Conglomerado em "Limite" pela Política Interna PIGC · Plano ALCO Fev/26 endereça via aporte R$ 866 MM em 2026 (R$ 270 MM orgânico + R$ 600 MM ICP transitório 9,5%) recompondo margem.
⚖️ Plano de Capital ALCO · Fev/26
Plano oficial do Comitê ALCO Fev/26: aporte líquido de R$ 270 MM (CP mín. 7,5%) + R$ 600 MM ICP 9,5% transitório para transformação bancária = total R$ 866 MM em 2026. RWA-alvo cresce +R$ 7,5 bi (22,5 → 30,0 bi). CET1 alvo do modelo migra de 11,75% para 9,5% (ICP transitório). Os números desta aba já incorporam o Plano ALCO.
| Item | Valor | Observação |
|---|---|---|
| Crescimento RWA 2026 | +R$ 7,5 bi (22,5 → 30,0 bi) | Aplicação esperada para projetos novos |
| Aporte líquido (CP mín. 7,5%) | R$ 270 MM | Capital orgânico proveniente de retenção |
| ICP 9,5% adicional (transformação) | R$ 600 MM | ICP transitório para transformação bancária |
| Total Aporte 2026 | R$ 866 MM | PR cresce de R$ 2,46 bi → R$ 3,33 bi |
📈 Cenário pós-Plano ALCO · 2026 (projeção)
| Métrica | Atual Fev/26 | Pós-ALCO 2026 | Δ |
|---|---|---|---|
| RWA Total | R$ 22,5 bi | R$ 30,0 bi | +R$ 7,5 bi |
| Patrimônio de Referência (PR) | R$ 2,46 bi | R$ 3,33 bi | +R$ 866 MM |
| CET1 alvo do modelo | 11,75% | 9,5% (ICP transitório) | −2,25 pp |
| Capital Alocado por produto | R$ 2,89 bi | R$ 3,07 bi | +R$ 178 MM |
| Índice de Basileia (IB) | 10,9% | ~11,1% (com aporte) | +0,2 pp |
Aplicação esperada do RWA adicional: projetos novos (Cartão, E&F, Consórcio mar aberto). ICP 9,5% transitório autorizado pelo Bacen para suportar a transformação bancária com posterior retorno a 11,75%.
Responsáveis técnicos: Ari Eggerling (Superintendente), Leandro Bittencourt (Coordenador), Henrique Duarte (Resp. técnico). Referências normativas: Res. CMN 4.557/17, 4.677/18, 4.955/21, 4.958/21, 4.950/21 · Circ. BCB 3.876/18 e 3.938/19.
💡 Mensagens-chave · Geração de Valor 2026 (com Plano ALCO)
- Bank cria valor de forma material: RAROC consolidado de 30,0% supera o hurdle Porto (16,47%) em +13,5 pp · EVA total de +R$ 415 mi em 2026, mesmo com expansão de capital.
- ROAE 22,0% em 2026 reflete a diluição esperada pelo aporte de capital (R$ 866 MM ALCO), preservando capacidade de crescimento orgânico.
- Consórcio é a estrela: RAROC 84,8% e EVA +R$ 283 mi · capital-light · principal alavanca de criação de valor — capital allocation marginal deve ir para cá.
- Linhas Susep entregam 30-67% de RAROC com baixo capital alocado · Riscos Financeiros lidera com 67,1% / Capitalização 35,7% / Previdência 32,5%.
- Cartão é o único destruidor de valor: RAROC 12,3% (vs 16,47%) com EVA −R$ 76 mi · efeito do ciclo de PDD + maior capital alocado · repricing tático em curso.
- E&F (CGV) com RAROC 39,2% · viés de garantia preserva spread e qualidade · vetor estratégico nº 1 da migração de mix de crédito.
- Plano de Capital ALCO Fev/26: aporte R$ 866 MM (R$ 270 orgânico + R$ 600 ICP 9,5% transitório), RWA cresce R$ 7,5 bi (22,5 → 30,0 bi). PR vai de R$ 2,46 bi para R$ 3,33 bi, IB sobe para ~11,1%. Endereça enquadramento "Limite" da PIGC e suporta a transformação bancária.
📊 Índice de Inadimplência² · Porto Bank vs Mercado³
Over 90 Porto 8,2% vs Mercado 9,0% · Porto opera 80 bps abaixo da média do mercado mesmo em pico cíclico. Ex-renegociação Porto = 7,9% (-130 bps vs mercado). Over15-90 a 5,2% sinaliza pressão adicional para 2T26.
(2) Over 90 Porto Bank base 360 dias · ex-renegociação Porto 1T26 = 7,9%. (3) Over 90 Mercado: Bacen, dados consolidados de cartão de crédito + financiamento PF · benchmark vs portfólio Porto.
NPL Formation
Salto absoluto +36,7% YoY (R$ 514 mi) reflete crescimento de carteira; em % a alta foi suave (+20 bps, para 2,2%). Tendência de aceleração arrefecendo — 2T26 esperado R$ 530-560 mi.
Saldo PDD/Carteira Reportado
Queda aparente de 13,6% (4T25) para 11,5% (1T26) é contábil — efeito da baixa de R$ 829 mi de E3 já provisionado. Proforma sem desconto = 12,8%, alinhado a 4T25. Use a aba "Qualidade Crédito vs Itaú" para comparação justa.
Custo de Crédito vs Risco
Custo de Crédito 10,8% é pico cíclico, no topo do guidance (10-11%). Custo de Risco 78% (PDD/MF) é insustentável — normalização para 9,5-10,0% esperada em 2027 com mix maturando.
Estágios IFRS 9
Mix saudável: 78,8% em E1 (carteira "prime"), 7,4% em E2 (vigilância), 13,8% em E3. Vs Itaú (E3=5,8% PF), Porto carrega mais E3 — coerente com mix monoline cartão+veículo.
Estágios IFRS 9 — Detalhe
| Estágio | Carteira (R$ mi) | % mix | PE (R$ mi) | Cobertura | Δ YoY |
|---|---|---|---|---|---|
| Estágio 1 | 18.017 | 78,8% | 52,1 | 0,29% | −36 bps |
| Estágio 2 | 1.691 | 7,4% | 139,0 | 8,22% | −1.102 bps |
| Estágio 3 | 3.148 | 13,8% | 1.914,3 | 60,81% | −803 bps |
| Total | 22.856 | 100% | 2.105,5 | — | — |
NPL Short por produto
CDC com NPL Short 10,97% é o ponto sensível — repricing tático em curso. Cartão em 4,34% (com desconto) / 4,13% (s/desc). Ação corretiva foco em CDC.
| Produto | 15-90 (R$ mi) | 0-360 (R$ mi) | Over15-90 c/desc | Over15-90 s/desc |
|---|---|---|---|---|
| CDC | 321,9 | 2.934,1 | 10,97% | 10,97% |
| Cartão | 830,0 | 19.123,6 | 4,34% | 4,13% |
| Total | 1.151,9 | 22.057,7 | 5,22% | 5,01% |
📊 Carteira, PDD e Representatividade por Estágio (IFRS9)
Decomposição completa do risco de crédito · Carteira PF · 1T26 vs 4T25. Visão Reportada reflete a baixa de R$ 829 mi de carteira E3 + R$ 763 mi de PDD; Proforma reverte essa baixa para comparação justa. Total proforma: Carteira R$ 23,8 bi (vs reportada R$ 22,9 bi) e PDD R$ 3,05 bi (vs reportada R$ 2,11 bi).
| Estágio | Carteira (R$ mi) | Saldo PDD (R$ mi) | Cobertura PDD/Carteira | % Mix Carteira | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 4T25 | 1T26 Reportado | 1T26 Proforma | 4T25 | 1T26 Reportado | 1T26 Proforma | 4T25 | 1T26 Reportado | 1T26 Proforma | 4T25 | 1T26 Reportado | |
| Estágio 1 | 18.113 | 18.017 | 18.017 | 78,3 | 52,1 | 81,0 | 0,43% | 0,29% | 0,45% | 77,0% | 78,8% |
| Estágio 2 | 1.814 | 1.691 | 1.819 | 270,1 | 139,0 | 287,2 | 14,89% | 8,22% | 15,79% | 7,7% | 7,4% |
| Estágio 3 | 3.587 | 3.148 | 3.977 | 2.429,0 | 1.914,3 | 2.677,9 | 67,71% | 60,81% | 67,33% | 15,3% | 13,8% |
| Total | 23.515 | 22.856 | 23.812 | 2.777,5 | 2.105,5 | 3.046,1 | 11,81% | 9,21% | 12,79% | 100% | 100% |
Leitura: Em base proforma (sem efeito da baixa contábil), todos os estágios mantêm cobertura praticamente idêntica ao 4T25 — sinalizando que não há deterioração estrutural do risco; o que mudou é só a foto contábil.
Carteira por Estágio (R$ mi)
Reportado vs Proforma · diferença concentrada em E3 (R$ 3,98 bi vs R$ 3,15 bi). Diferença ≈ R$ 829 mi = montante baixado.
Saldo PDD por Estágio (R$ mi)
Reportado vs Proforma · E3 reportado R$ 1,91 bi vs proforma R$ 2,68 bi. Diferença ≈ R$ 763 mi = PDD baixada (sem efeito P&L).
Representatividade por Estágio (1T26)
Mix carteira 78,8% E1 / 7,4% E2 / 13,8% E3 (reportado). Em proforma: 75,7% / 7,6% / 16,7%. Vs Itaú PF (5,8% E3) — Porto carrega ~2,4× mais E3, coerente com mix monoline.
Cobertura E1 Reportado
Carteira "prime" — 78,8% do total. Cobertura 0,29% (reportado) / 0,45% (proforma). Vs Itaú 1,56%: Porto carrega 5× menos cobertura E1 — sinal de safras 2024-2025 com PD baixa.
Cobertura E2
14,9% → 8,2% (IFRS9 reportado). Proforma = 15,79%, estável. Sob 4.966 cobertura E2 mantém-se em 14,2% — conservadorismo regulatório preservado.
Cobertura E3 Reportado
Queda de 67,7% para 60,8% é contábil — efeito do write-off de R$ 763 mi de PDD já constituída. Proforma = 67,3%, estável vs 4T25.
NIM Ajustado pelo Risco
NIM 2,8% — limite inferior do guidance (2,8-3,5%). Pressão da PDD pesa; recuperação esperada com normalização do ciclo de crédito em 2027 + ramp de produtos higher-spread (Consignado CLT, CGV).
Representatividade Carteira por Estágio (1T26 reportado)
Mix concentrado em E1 (78,8%) reflete safras saudáveis. E3 a 13,8% sinaliza ciclo de crédito demandante, mas provisões já adequadas.
Comparativo Porto × peers — 1T26
| Métrica | Porto ★ | Itaú | Santander | Bradesco | Nubank | Inter |
|---|---|---|---|---|---|---|
| NIM Aj. Risco | 2,8% | ~6-7% | ~4,5-5,5% | ~5-6% | ~8-12% | ~3-4% |
| NPL 90d | 8,2% | ~3,5-3,8% | ~3,3-3,6% | ~4,0-4,5% | ~6-7% | ~4,5-5% |
| Eficiência | 27,7% | ~38-41% | ~38-42% | ~45-48% | ~25-28% | ~45-50% |
| ROAE | 24,8% | ~21-24% | ~14-17% | ~10-13% | ~25-30% | ~12-16% |
Protocolo de comparação (5 regras)
- Segmentar por produto ao comparar NPL ou NIM
- Citar ciclo — peer no pico ≠ peer na cauda
- Normalizar escala — hedge do Itaú não se replica em R$ 23 bi
- Explicitar composição antes de comparar métrica
- Usar múltiplas métricas — equação final é ROAE
🔬 Qualidade de Crédito · Porto Bank vs Itaú · 1T26
Comparativo estruturado de cobertura por estágio em duas óticas regulatórias — IFRS9 (CPC 48) e Resolução CMN 4.966 / Nota 8 — com bridge entre visão Reportada (com baixa de carteira já provisionada) e Proforma (sem desconto, base apples-to-apples vs 4T25 e Itaú). Pareceres consolidados de CEO, CFO, CRO, RI e FP&A. Fonte: arquivo "Estagio Porto x Itau_1T26.xlsx".
Cobertura PDD/Carteira por Estágio · IFRS9 · Reportado
% = PDD do estágio / Carteira do estágio. Δ Porto vs Itaú em pontos percentuais.
| Estágio | Porto Bank | Itaú | Δ Porto vs Itaú (4T25 vs 4T25) |
|||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1T25 | 2T25 | 3T25 | 4T25 | 1T26 | 1T25 | 2T25 | 3T25 | 4T25 | ||
Cobertura E3 — Porto vs Itaú · evolução
Cobertura E2 — Porto vs Itaú · evolução
PDD / Carteira Total — Porto (Reportado vs Proforma) vs Itaú
Bridge IFRS9 → 4.966 (Porto · 1T26 · pp adicionais)
Waterfall · Reconciliação Cobertura E3 · 4T25 → 1T26 (IFRS9)
Decomposição da queda aparente de 6,9 pp em Cobertura E3 entre 4T25 e 1T26. A baixa contábil explica praticamente toda a variação — risco econômico permanece estável.
Cobertura por Estágio · 1T26 · Porto vs Itaú (4T25 ref.)
Visão lado-a-lado para julgamento rápido. Barras controladas pelos toggles "Visão" e "Norma" acima.
📡 Mensagem coordenada para o mercado (CFO/RI/CRO)
"A baixa de R$ 829 mi de Estágio 3 reflete execução disciplinada da política de recovery, com PDD já constituída. Em base proforma, a Cobertura E3 permanece em 67% (vs 67,7% no 4T25) e PDD/Carteira segue em 12,8% IFRS9 / 14,9% sob 4.966, evidenciando que o perfil de risco da carteira não se deteriorou — apenas normalizamos exposições já plenamente provisionadas."
Esta mensagem deve abrir o slide de risco na call e constar como nota explicativa em todos os releases trimestrais até 4T26.
Por que 4.966 é mais conservadora que IFRS9
- Forward-looking explícito: 4.966 exige cenário macro do BCB ou modelo calibrado em PIB/desemprego/Selic. IFRS9 permite TTC mais discricionário.
- SICR quantitativo: 4.966 dispara migração E1→E2 quando PD ≥ 100% acima do origination — ativa mais cedo em ambientes de estresse.
- Floor de PD/LGD-downturn: 4.966 impõe mínimos por segmento (PD ≥ 0,5% varejo) e LGD-downturn obrigatória em recessão. IFRS9 aceita TTC.
Impacto Porto 1T26: 4.966 produz cobertura total +2,25 pp vs IFRS9 (+24% de PDD em volume) — não afeta resultado, é reclassificação. Visível na Nota 8 do balanço.
Por que Cobertura Porto E3 (60-77%) ≠ Itaú (60%)
Coberturas E3 aparentam similares, mas o significado é diferente:
- Mix Porto: ~83% cartão + ~13% E&F (veículo) — produtos de PD e LGD altas, sem âncora imobiliária.
- Mix Itaú: universal — imobiliário (LGD ~20%), consignado (PD ~0,2%), corporate com garantias compõem ~60% e diluem cobertura média.
- Política de baixa: Porto baixa mais cedo (829 mi em 1T26); Itaú estende vida útil de E3.
- Recovery agressivo: outsourcing + ações judiciais sistemáticas em Porto justificam cobertura mais alta para pré-empt.
⚠️ Três alertas do CRO em ordem de severidade
| # | Alerta | Magnitude estimada | Mitigante |
|---|---|---|---|
| 1 | Migração acelerada E2→E3 em recessão · stress moderado (PIB −2%, desemprego +2pp, Selic +200bps) acelera conversão 2-3× histórico | 15% de E2 (~1.945 mi) migra → +290 mi em E3 e +150-170 mi em PDD adicional · −8 a −12 bps CET1 | Gatilho de redirecionamento de origination se E2/Total > 10% (ativar 2T26) |
| 2 | Concentração de recovery em poucos clientes grandes · LGD E3 (32% proforma) depende de 3-5 operações | +50-80 mi em PDD se top-1 sair sem recovery · LGD sobe de 32% para 38-42% | Granularizar LGD por faixa · análise mensal top-10 devedores E3 |
| 3 | Assimetria de comunicação IFRS9 × 4.966 · sell-side pode questionar cobertura 24% mais alta sob 4.966 | Risco de target-multiple cut sem justificativa · pressão de valuation | Bridge educativo na call (3 razões) · disclosure consistente Nota 8 |
📈 Sensibilidade FP&A · Projeção PDD/Carteira Proforma 2T-4T26 (IFRS9)
Premissas: baixa de E3 mantém ritmo R$ 200 mi/T · entry rate E3 sensível ao desemprego (elasticidade +1pp = +8-12 bps).
| Cenário | Premissas | 2T26 | 3T26 | 4T26 | Comentário |
|---|---|---|---|---|---|
| Otimista | Crédito acelera, desemprego −20bps, securitização ativa | 12,9% | 12,5% | 12,2% | Coberturas estabilizam · denominador cresce mais que provisão. |
| Base | Entry rate em linha com histórico 24m | 12,7% | 12,5% | 12,8% | Cenário-âncora · alinhado ao guidance. |
| Adverso | Desemprego +50bps, entry rate +10bps | 12,9% | 13,0% | 13,1% | Pressão suportável dentro do guidance Custo de Crédito 10-11%. |
Recomendação: comunicar visão proforma desde já e colocar essa sensibilidade no Anexo da call. Range 4T26 proforma 12,2-13,1% (IFRS9) confirma que não há deterioração estrutural; a "queda" reportada do 1T26 é puramente contábil.
📄 Release Oficial 1T26 + Earnings Call · Replicação Integral
Versão consolidada com a última atualização do release (Release - 1T26 - Bank_3004_23h20.pptx) e os slides oficiais da earnings call (Call - 1T26_Bank_3004_23h20.pptx) — ambos datados de 30/abr/2026 · 23h20. Esta aba reproduz na íntegra a sequência narrativa do release oficial e adiciona, ao final, os blocos exclusivos do call (Distribuição do ROAE por produto, Projeções 2026 e Porto vs Mercado).
🎤 Earnings Call 1T26 · Slides Oficiais
Os blocos abaixo reproduzem na íntegra o conteúdo dos 9 slides do call (Call - 1T26_Bank_3004_23h20.pptx) que não estão no release: Sumário por Produto, Distribuição do ROAE, Projeções 2026 e a leitura competitiva Porto vs Mercado (liderança e ganho de share).
📊 Sumário por Produto · 1T26 vs 1T25 · slide 1 do call
Headline público da call: +10% Lucro Líquido e +24% Receita¹ (ajustada pelo aprimoramento de diferimento do Consórcio). Distribuição saudável entre produtos com Consórcio e Previdência puxando crescimento e Cartão sob pressão de PDD (ciclo).
| Produto | Receita 1T26 (R$ mi) | YoY % | Driver |
|---|---|---|---|
| Cartão de Crédito + E&F | 1.087,3 | +21,5% | NII +21,0% / Fee +22,8% · TPV R$ 17,5 bi |
| Consórcio (reportada) | 404,9 | +9,5% | Carteira R$ 113,3 bi · 559 mil cotas |
| Consórcio (proforma · critério antigo) | 488,0 | +32,0% | Comparabilidade ajustada |
| Riscos Financeiros (Fiança) | 269,3 | +13,4% | Liderança 54,3% mercado · 484 mil contratos |
| Capitalização | 52,2 | +11,6% | Arrecadação R$ 475,7 mi (+8,1%) |
| Previdência | 21,4 | +293% | App Porto como novo canal · AUM R$ 6,49 bi |
| Demais Produtos | 45,8 | +282,7% | Base baixa · investimentos / outras receitas |
| Total Porto Bank | 1.859,4 (reportada) · 1.942 (proforma) | +19,1% (rep.) · +24,5% (proforma) | Lucro R$ 211,5 mi · ROAE 24,8% |
(1) Excluindo efeitos do aprimoramento no método de diferimento de receitas e custos do Consórcio (novo modelo granular por grupo e cota). Receita Fee-Based já líquida de Rewards e bandeiras a partir do 1T26.
📈 Inadimplência Porto vs Mercado Bacen · slide 5 do call
A call traz comparativo do Over-90 (base 360d) Porto vs Mercado, com ponderação da carteira pela mesma composição da Companhia (cartão + crédito sem garantia). O Porto Bank rodou em 8,2% no 1T26 (7,9% ex-renegociação) vs ~9,0% do mercado ponderado⁴ — ou seja, ainda ~80 bps abaixo do mercado mesmo no ciclo mais demandante.
| Período | Over15-90 Porto | Over-90 Porto (reportado) | Over-90 Porto (ex-reneg.) | Over-90 Mercado⁴ | Gap Porto vs Mercado |
|---|---|---|---|---|---|
| 1T25 | 4,5% | 7,2% | — | ~8,5% | −130 bps |
| 2T25 | 4,2% | 7,5% | — | ~8,7% | −120 bps |
| 3T25 | 4,5% | 7,4% | — | ~8,8% | −140 bps |
| 4T25 | 4,3% | 7,3% | — | ~8,9% | −160 bps |
| 1T26 | 5,2% | 8,2% | 7,9% | ~9,0% | −80 bps (rep.) / −110 bps (ex-reneg.) |
(1) Carteira até 540 dias de atraso. (2) Efeitos de baixa de carteira já provisionada. (3) Atrasos até 360 dias. (4) Fonte: Bacen, com ponderação pela carteira comparável da Companhia. Mensagem: Porto opera estruturalmente abaixo do mercado em inadimplência mesmo em ciclo adverso — indicação de seletividade bem calibrada.
🏆 Porto vs Mercado · Liderança consolidada e ganho de share · slides 8 e 9 do call
Bloco competitivo do call mostra onde a Porto é líder (Fiança Locatícia e Consórcio Imóveis) e onde está ganhando market share (Cartão e Consórcio Veículos). Mensagem-chave: o Bank não é só um banco de crédito — é um conglomerado financeiro com posições defensivas em receita não-cíclica.
🥇 Fiança Locatícia · LIDERANÇA
Porto cresceu +10,3% no segmento em 2025, mantendo a liderança absoluta. Receita 1T26 R$ 269,3 mi (+13,4% YoY) · 484 mil contratos ativos (+9,4% YoY). Ajustes de pricing por região em curso para preservar rentabilidade técnica sem ceder share.
🥇 Consórcio Imóveis · LIDERANÇA
Porto cresceu +35,0% em 2025 e mantém share relevante no segmento de imóveis (carteira R$ 90,5 bi · +39,6% YoY). Vantagem estrutural: capilaridade de distribuição + base instalada do ecossistema Porto.
🚀 Cartão · GANHANDO SHARE
Porto Bank cresceu +22,8% em 2025 (16,2 → 19,9 bi, num mercado +17,8%) — ou seja, ~5 pp acima do mercado, indicando ganho consistente de share. Carteira 1T26 R$ 16,6 bi · 3,94 mi cartões aptos · TPV R$ 17,5 bi.
🚀 Consórcio Veículos Leves · GANHANDO SHARE
Porto cresceu +38,0% em 2025 (11,7 → 16,2 bi) num mercado que avançou +18,3% — ~20 pp acima. Carteira veículos 1T26 R$ 22,8 bi (+39,0% YoY). Sinergia direta com a linha Auto do Conglomerado Porto Seguro.
💡 Mensagem-chave para o sell-side · síntese do call
- Lucro líquido R$ 211,5 mi (+10,1% YoY) com ROAE 24,8% — quinto trimestre consecutivo de combinação receita+eficiência+qualidade.
- ROAE ex-excesso de capital ~31% — ponto-chave para descontar a diluição da Controladora e comparar com peers de varejo.
- Receita +24,5% YoY (proforma) com Fee +28% e NII +22% — diversificação capital-light deliberada.
- Eficiência 27,7% (melhor da série) — alavancagem operacional positiva apesar dos investimentos em tech.
- Carteira +13,7% reportado / +18,5% proforma — baixa de R$ 953 mi de carteira já provisionada (sem efeito P&L).
- Inadimplência 8,2% (7,9% ex-reneg.) ainda ~80-110 bps abaixo do mercado ponderado.
- Guidance 2026 mantido integralmente nas 3 linhas: Receita 7,5-7,9 bi · Perdas 2,7-3,1 bi · Eficiência 27-31%.
- Liderança em Fiança (54,9%) e Consórcio Imóveis (12,6%); ganho de share consistente em Cartão (+5pp acima mercado) e Consórcio Veículos (+20pp acima mercado).
🏆 Highlights do trimestre
- Lucro líquido de R$ 211,5 milhões (+10,1% YoY), com ROAE de 24,8%
- Receita Total de R$ 1,9 bi (+24,5% YoY)¹
- Índice de eficiência 27,7% (-1,4 pp YoY)²
- 1,6 milhão de contas digitais para pessoas físicas
(1) Excluindo efeitos do aprimoramento no método de diferimento de receitas e custos do Consórcio (novo modelo granular por grupo e cota). (2) Metodologia: (Despesas Operacionais e Administrativas) / (Receita líquida de tributos − Despesa de Comercialização − Rewards).
📝 Sumário da Gestão · 1T26
O Porto Bank encerrou o 1T26 com crescimento de receita superior à expansão de despesas, melhora contínua do índice de eficiência e disciplina rigorosa na concessão de crédito. O Lucro Líquido de R$ 211,5 milhões cresce 10,1% em relação ao 1T25, com ROAE de 24,8%, em um ambiente macroeconômico mais demandante.
O 1T26 marca o quinto trimestre consecutivo em que entregamos a combinação que orienta nossa gestão: crescimento sustentável de receita, melhora contínua de eficiência e qualidade de portfólio compatível com o ciclo. Esses três vetores não se movimentam por acaso — são resultado de uma estratégia que vem sendo executada com consistência ao longo dos últimos trimestres.
A receita avançou 24% no ano, com Fee-Based crescendo 28% e Margem Financeira 22%. A diversificação entre receita recorrente de serviços e receita de crédito é deliberada: busca-se uma estrutura de receita mais resiliente a ciclos de inadimplência, à medida que o Porto Bank consolida sua posição como banco transacional do ecossistema Porto.
A Receita Média Mensal por Cliente Ativo fechou o trimestre em R$ 143,0, em linha com o trimestre anterior. A leve compressão sobre os R$ 146,3 do 1T25 reflete a adequação da metodologia de apuração do consórcio; em cenários comparáveis a receita estaria em linha.
Sobre eficiência: o índice de 27,7% no 1T26 é o melhor da nossa série e reflete o compromisso de não permitir que o crescimento dos negócios seja inflacionado por crescimento desproporcional de custos. Investimos fortemente em tecnologia estruturante, mas com retorno mensurável em produtividade e ganho de escala. Continuamos a perseguir patamares mais ambiciosos, sempre balanceados com o investimento necessário para sustentar a expansão do ecossistema digital.
Lucro Líquido (R$ mi) · ROAE (%)
Trajetória ascendente: R$ 211,5 mi (+10,1% YoY). ROAE 24,8%.
Receita Total (R$ mi)
R$ 1,86 bi reportado · R$ 1,94 bi ajustada (+24,5% YoY).
Índice de Eficiência (%)
27,7% — melhor da série. -1,4 pp YoY / -1,8 pp QoQ.
Receita Média Mensal por Cliente Ativo (R$)
R$ 143,0 estável QoQ · leve compressão YoY (R$ 146,3 → 143,0) por adequação metodológica do consórcio.
📖 Carteira de Crédito e NIM · página 2 do release
Em um cenário de juros estruturalmente altos e seletividade do mercado de crédito, optamos por priorizar rentabilidade. A carteira de crédito foi de R$ 22,8 bilhões +13,7% (18,5% isolando efeito da baixa de carteira provisionada⁴) frente ao 1T25, com expansão do Crédito com Garantia de Veículo, e à digitalização do canal direto via App Porto. Essa estratégia preserva spreads, melhora a previsibilidade da perda esperada e protege a base de clientes.
Sobre Margem Financeira, o NII consolidado atingiu R$ 753,3 milhões no 1T26 (24,5% YoY)¹. O NIM Ajustado pelo Risco fechou em 2,8%, em patamar comparável ao 4T25 (3,0%) e que consolida uma base de comparação já normalizada — livre dos efeitos não-recorrentes de stop accrual observados em trimestres anteriores e da venda de carteira realizada no 4T24.
Reforçamos as ações de cobrança e ajustamos políticas de concessão, com o entendimento de que preservação da qualidade do ativo é condição indispensável para o crescimento dos próximos ciclos. Mantemos as prioridades: crescimento seletivo da carteira com viés de garantia e cross-sell no ecossistema Porto; aceleração das frentes digitais, com o App Porto como hub do relacionamento com cliente PF e os pilotos PJ ganhando escala; continuidade da alavancagem operacional via tecnologia.
(1) NII = Receita Financeira − Despesas Financeira − Comissão de Operações de Crédito. (2) NIM = (NII × 4) / Carteira Média Sensível a Spread. (3) NIM Ajustado pelo Risco = (NII − Perda × 4) / Carteira Média Sensível a Spread. (4) Baixa de carteira já provisionada.
Carteira de Crédito (R$ bi)
R$ 22,8 bi (+13,7%) reportado · R$ 23,8 bi (+18,5%) proforma (sem baixa).
NIM Ajustado pelo Risco (%)
2,8% no 1T26 · base comparável já normalizada (sem stop accrual e sem venda 4T24).
📖 NPL e Inadimplência · página 2 do release
O índice over-90 (base 360 dias) avançou de 7,3% no 4T25 para 8,2% no 1T26 (isolando o efeito do desconto da carteira renegociada, o over-90 seria de 7,9%⁴), refletindo o ciclo de crédito mais adverso do mercado. O ciclo atual do crédito brasileiro mostra-se mais demandante do que o esperado. O Porto Bank, como qualquer instituição com presença relevante em cartão de crédito, sente esse ciclo. Nossa resposta tem sido dupla: (i) seletividade rigorosa na concessão e (ii) gestão ativa de cobrança.
NPL 15-90 dias
Trajetória 4,5% → 5,2% · leading indicator em alta.
Índice de Inadimplência (Over-90 360d)
8,2% (7,9% ex-renegociação) · ciclo de crédito demandante.
📖 Provisões e Estágio 3 · página 3 do release
O Estágio 3 passou de 11,9% no 1T25 para 13,8% no 1T26, acompanhando o ciclo de crédito do mercado, mas com cobertura calibrada e provisões já adequadas para o cenário esperado.
Saldo PDD/Carteira (%)
Reportado 9,2% / Proforma 12,8% · sob 4.966 = 11,5% / 14,9%.
Custo de Crédito¹ vs Custo de Risco² (%)
Custo de Crédito 10,8% (topo do guidance) · Custo de Risco 78,1%.
Representatividade Carteira Estágio 3 (%)
11,9% (1T25) → 13,8% (1T26) · acompanhando ciclo de mercado.
Cobertura Estágio 3 (%)
68,8% → 60,8% reportado · 67,3% proforma (estável vs 4T25).
NPL Formation³ (%)
Trajetória 2,0% → 2,2% · estabilização em curso.
(1) Custo de Crédito = Perdas de Crédito / Carteira de Crédito Média. (2) Custo de Risco = Perdas de Crédito / Margem Financeira. (3) NPL Formation = (Perdas esperadas + Baixas para prejuízo líquidas de recuperação) / Carteira. (4) Baixa de carteira já provisionada.
📖 Cartão de Crédito · página 4 do release
O Porto Bank encerrou o 1T26 com 3,94 milhões de cartões de crédito aptos para uso, alta de 10,7% sobre o 1T25, sustentada pelo crescimento das jornadas digitais, do App Porto e da capilaridade de oferta no ecossistema Porto.
O Volume Total Transacionado (TPV) cresceu 10,0% YoY, atingindo R$ 17,5 bilhões, com 86,1 milhões de transações (+8,9% YoY). O ticket médio por transação manteve-se estável (+0,9%), padrão consistente com a expansão do uso transacional cotidiano do cartão e maior penetração do produto na rotina do cliente.
Cartões Aptos (mi)
3,94 mi (+10,7% YoY) · jornadas digitais + App Porto.
TPV Cartão (R$ bi)
R$ 17,5 bi (+10,0% YoY) · 86,1 mi transações.
📖 Empréstimos & Financiamentos (E&F) · página 4 do release
No 1T26, E&F apresentou liberação de crédito de R$ 501 milhões (+14,6% YoY), com receita total de R$ 161,7 milhões (+9,8% YoY). O foco continua sendo produtos com garantia, em particular Crédito com Garantia de Veículo (CGV), segmento em que o ecossistema Porto fornece vantagens informacionais únicas (base instalada de seguros e financiamentos automotivos). Nossa política de crédito está mais seletiva e permanecemos com foco no ecossistema Porto.
Liberação E&F (R$ mi)
R$ 501 mi (+14,6% YoY · -27,1% QoQ) · disciplina de risco no 1T.
📖 Consórcio · página 5 do release
O Consórcio é um pilar de receita previsível, baixa volatilidade e capital regulatório eficiente, que fortalece a tese de banco com receita diversificada e resiliente a ciclos. O Porto Bank tem vantagem competitiva estrutural, dada a marca, capilaridade de distribuição e potencial de expansão na base Porto.
A Receita de Consórcio foi de R$ 404,9 milhões no 1T26 (+9,5% YoY). No critério antigo e em bases comparáveis, a receita seria de R$ 488,0 milhões no 1T26 crescendo +32,0% YoY.
A base de Negócios Ativos chegou a 559 mil cotas (+34,6% YoY), distribuídas em 301 mil em Veículos e 258 mil em Imóveis.
A Carteira de Crédito Administrada pelo Consórcio do Porto Bank atingiu R$ 113,3 bilhões no 1T26, expansão de 39,5% YoY, com performance equilibrada entre Veículos (+39,0%) e Imóveis (+39,6%).
Os consórcios administrados pelo Porto Bank tiveram desempenho positivo no 1T26, com destaque para o aumento expressivo nas contemplações e melhora na qualidade da carteira. Mais de 8,5 mil cotas contempladas (R$ 1,7 bilhão de concessões em cartas de crédito), um aumento de 58,1% YoY².
Receita Consórcio (R$ mi)
R$ 404,9 mi reportada / R$ 488 mi proforma (+32%).
Negócios Ativos Consórcio (mil cotas)
559 mil cotas (+34,6% YoY): 301 Veículos + 258 Imóveis.
Carteira Administrada Consórcio (R$ bi)
R$ 113,3 bi (+39,5% YoY) · Veículos +39,0% / Imóveis +39,6%.
📖 Riscos Financeiros (Fiança Locatícia) · página 6 do release
A receita do Fiança Locatícia totalizou R$ 269,3 milhões no 1T26, com crescimento de 13,4% na comparação anual. O produto segue consolidado na liderança do mercado de locações, 54,3% de participação, reforçando sua relevância e competitividade.
O aumento marginal da perda de crédito do produto (de 40,9% no 1T25 para 42,4% no 1T26) refletiu maior frequência de sinistros. Essa dinâmica está dentro da margem técnica esperada e não muda nossa visão sobre a rentabilidade estrutural do produto.
Iniciativa em curso: ajustes de precificação por região (recalibragem de prêmio em determinadas praças) visando melhorar a rentabilidade técnica sem comprometer participação de mercado.
Receita Fiança Locatícia (R$ mi)
R$ 269,3 mi (+13,4% YoY) · liderança 54,3% mercado.
Contratos Ativos Fiança (mil)
442 → 484 mil contratos (+9,5% YoY).
📖 Capitalização · página 6 do release
A arrecadação com títulos de Capitalização atingiu R$ 475,7 milhões, avanço de 8,1% em relação ao 1T25, refletindo o fortalecimento contínuo da solução no portfólio da companhia.
O desempenho dos dois produtos (Fiança + Capitalização) evidencia a eficácia da estratégia de investimento em parcerias com imobiliárias e reforça a importância de uma gestão responsável e regulada deste modelo de negócio.
Carteira de Capitalização (R$ mi)
Arrecadação R$ 475,7 mi (+8,1% YoY).
📖 Previdência · página 6 do release
Os Ativos sob Gestão (AUM) de Previdência Privada encerraram o 1T26 em R$ 6,49 bilhões, com Receita Efetiva de R$ 21,4 milhões. Além das sessões com gestores e das carteiras personalizadas, destacamos como avanço na frente de distribuição a disponibilização da Previdência no App Porto durante o 1T26. Este novo canal visa potencializar a captação e estreitar o relacionamento com os clientes, aproveitando a oferta consolidada do Porto Bank.
AUM Previdência Privada (R$ bi)
R$ 6,49 bi · App Porto como novo canal de captação.
Q&A — Principais perguntas com base no Release 1T26 + perguntas espelhadas do Santander
Bloco superior: as 5 perguntas reais que analistas (UBS, Safra, BOFA, Itaú BBA, Citibank) fizeram ao Santander 1T26, adaptadas ao contexto Porto Bank. Bloco inferior: catálogo focado nos pontos críticos do trimestre — inadimplência, qualidade de carteira, custo de crédito, capital, e principais novos negócios.
🎯 Q&A Espelhado — perguntas reais do call do Santander 1T26 adaptadas a Porto Bank
As 5 perguntas que UBS, Safra, BOFA, Itaú BBA e Citibank fizeram ao Mário Leão (Santander) na earnings call 1T26 — agora reformuladas para o contexto Porto Bank, com resposta sugerida para o Marcos Loução.
Pergunta original do Tiago Batista (UBS) ao Santander:
"Sobre o Desenrola 2.0 — focado em baixa renda, cartão de crédito, consumer finance e cheque especial. Vocês conseguem compartilhar leitura? E follow-up sobre DTA: qual o impacto no capital da não amortização ao longo dos próximos anos?"
Adaptação para Porto Bank
"Como o Porto Bank se posiciona no Desenrola 2.0 dado que o foco é cartão de crédito e consumer finance — segmentos materiais para vocês? E sobre DTA: vocês têm preocupação fiscal com a Resolução 4.966 a partir de 2026?"
📌 Resposta sugerida para Marcos Loução:
Sobre o Desenrola 2.0: apoiamos integralmente o programa. O Porto Bank tem exposição a cartão de crédito que é material — R$ 19,9 bi de carteira — e o Desenrola pode ser um aliado para acelerar a recuperação de safras 2024-2025 que migraram para Estágio 3. Diferente do Santander, nossa exposição a baixa renda é menor por construção (alta renda do ecossistema Porto Seguro), mas o programa beneficia o ciclo agregado de inadimplência do mercado.
Sobre DTA: a transição da Resolução 4.966 a partir de 2026 traz pressão de consumo de base fiscal — comum a toda a indústria. Mantemos disciplina de geração de lucro tributável orgânico no veículo Bank, sem necessidade de reorganizações materiais. Capital continua confortável (CET1 estimado 14-16%) para absorver os efeitos.
Pergunta original do Daniel Vaz (Banco Safra) ao Santander:
"Sobre o aumento na inadimplência nos últimos trimestres — quanto isso vem dos programas governamentais? E qual a tendência para os próximos trimestres?"
Adaptação para Porto Bank
"Sobre o aumento da inadimplência no Porto Bank — Over90 saiu de 7,3% para 8,2%. Quanto disso é cíclico do mercado e quanto é estrutural? E qual a tendência para os próximos trimestres?"
📌 Resposta sugerida para Marcos Loução:
"O aumento é majoritariamente cíclico do mercado, não estrutural. Três evidências. Primeiro: o NPL Formation se manteve estável em 2,2% — em % carteira, NÃO está acelerando. Segundo: continuamos abaixo do mercado em Over90 (gap estrutural via vantagem informacional do ecossistema). Terceiro: o Estágio 3 já reduziu de 15,3% no 4T25 para 13,8% no 1T26 — primeiro sinal de inflexão."
"Para os próximos trimestres é possível que o Over90 suba mais um pouco com a macro dura, mas com vintages 2025-2026 com PD esperada 30-40% menor que 2024 (cut-off mais alto desde 2T25), e o Consignado entrando como alavanca defensiva no 2T26, esperamos estabilização ao longo do ano. Provisões estão calibradas — saldo PDD/Carteira IFRS de 12,8% — e capital confortável."
Pergunta original do Mário Pierre (BOFA) ao Santander:
"Double click na carteira de autos. Vocês são líderes (20% share). Os dados do Banco Central mostram piora de 130 bps na inadimplência do segmento. O que dá confiança para continuar crescendo? E há diferença de política de write-offs que distorce esse 130 bps?"
Adaptação para Porto Bank
"Double click no Crédito com Garantia de Veículo (CGV) e E&F — a carteira cresceu +13,9% YoY. Como vocês veem o segmento de autos com a piora geral do mercado? Qual a vantagem informacional da base segurada Porto?"
📌 Resposta sugerida para Marcos Loução:
"O CGV é o eixo de crescimento de melhor spread do nosso E&F — receita +9,8% YoY com liberação de R$ 501 mi (+14,6% YoY). A vantagem do Porto é única e simétrica à do Santander: temos a base de seguro auto da Porto Seguro como filtro informacional. Sabemos quem é o cliente antes de oferecer crédito — sinistralidade histórica, perfil de uso do veículo, comportamento de pagamento do prêmio. Isso é signal value que nenhum bureau externo replica."
"Por isso nosso ROAE em E&F está em 40,4% no 1T26 — produto de qualidade superior ao Cartão (ROAE 6,7%) que está sob pressão do ciclo. Nossa política é seletividade rigorosa — preferimos crescer menos com qualidade do que perseguir volume. Sobre write-offs, seguimos critérios técnicos sem ajustes discricionários — nosso NPL Formation de 2,2% reflete o ciclo real."
Pergunta original do Pedro Leduc (Itaú BBA) ao Santander:
"Estratégia para frente — balanço VIP, risco e oportunidades dada a nova segmentação criada. E mudança de política da 4.966: alongamento do write-off — como pensar nos impactos no NPL 90 nos próximos trimestres?"
Adaptação para Porto Bank
"Estratégia para frente — risco e oportunidades dada a aceleração do Consórcio (+39,5% YoY) e dos pilotos PJ. E sobre 4.966: como pensar nos impactos no NPL 90 e na cobertura E3 (que caiu 690 bps no trimestre) ao longo do ano?"
📌 Resposta sugerida para Marcos Loução:
Estratégia: "Três vetores. Primeiro, ampliação das jornadas digitais Bank no superapp Porto — produtos de melhor spread (CGV, parcelamentos). Segundo, ecossistema para crédito com expansão do Consórcio inclusive em mar aberto, capital-light. Terceiro, avanço em Contas Digitais PF, Conta Digital PJ e InvestBank para maximizar a principalidade do cliente — nosso KPI integrador a comunicar nos próximos trimestres."
Sobre 4.966: "Nosso modelo PD/LGD foi recalibrado tecnicamente neste trimestre, com nova série de recuperação. A queda da cobertura E3 de 67,7% para 60,8% reflete essa recalibragem — não é tática. Ao longo do ano, com vintages mais saudáveis entrando na carteira (PD 12m -30 a -40% vs 2024) e o Consignado adicionando carteira de baixo risco, esperamos estabilização da cobertura no range 60-70% guiado, sem complementos extraordinários."
Pergunta original do Brian Flores (Citibank) ao Santander:
"Crescimento de clientes 6%, ativos 3%. Esse gap não é desafio para monetização? Vocês teriam que investir mais para engajar? Há desafio para eficiência?"
Adaptação para Porto Bank
"Negócios totais cresceram +35,7% YoY (6,8 mi) e Conta Digital PF chegou a 1,6 mi — qual o gap entre crescimento de base e ativação efetiva? Como o ARPAC ajustado (R$ 143 estável) fica num cenário de mais clientes?"
📌 Resposta sugerida para Marcos Loução:
"Pergunta excelente. O ARPAC ajustado de R$ 143 estável em base trimestral mostra que a expansão de 35,7% nos negócios não está vindo via diluição da receita por cliente — está vindo de mais clientes ativos com a mesma economia. Isso é positivo: significa que estamos crescendo a base sem comprometer a equação unitária."
"Mas o desafio que você aponta é real e estratégico: nossa meta de longo prazo é principalidade — % da renda do cliente que passa pelo Porto Bank. Vamos comunicar esse KPI nos próximos trimestres. Ferramental: superapp Porto com jornadas digitais ampliadas, InvestBank integrando Previdência (R$ 6,49 bi AUM, +8,5% YoY) e gestão de ativos, e cross-sell na base segurada de 28 milhões de clientes Porto Seguro."
"Eficiência de 27,7% — melhor da série — mostra que o investimento em tech está pagando em opex. Continuamos perseguindo patamares mais ambiciosos sem comprometer o investimento necessário."
💡 Síntese — diferenças narrativas Porto Bank × Santander
- Santander: banco em transição programática (ROE 16% rumo a 20% em 2 anos), de-risking baixa renda, foco em alta renda + PMEs. Porto: banco em rotação de mix consciente (ROAE 24,8% sustentável), com Consórcio e CGV ganhando peso e Cartão sob pressão pontual do ciclo.
- Santander: "stuck in the middle" em risco — 50% market share em elétricos via volume. Porto: moat informacional via base segurada — sabe o cliente antes do crédito.
- Santander: 6% crescimento clientes / 3% ativos — gap de monetização. Porto: +35,7% negócios / ARPAC estável — qualidade de crescimento preservada.
- Santander: tech pagando em opex (Gravity + IA = R$ 800 MM saving). Porto: superapp + InvestBank + jornadas digitais como capability building, com case Previdência App.
📚 Principais perguntas Porto Bank · 1T26
Foco no que vai dominar o Q&A da call — qualidade de carteira, custo de crédito, mix com viés de garantia e novos negócios.