Porto Bank Release

Análise FP&A · Resultados 1T26
Lucro Líquido
R$ 211,5 mi
▲ +10,1% YoY
▼ −3,6% QoQ
ROAE
24,8%
▼ −2,2 pp YoY
▼ −3,6 pp QoQ
acima do piso (> 22%)
Receita Total
R$ 1,86 bi
▲ +19,1% YoY
▲ +18,5% QoQ
obs.: ajustada¹ R$ 1,94 bi (+24,5% YoY)
Eficiência
27,7%
▼ −1,4 pp YoY
▼ −1,8 pp QoQ
melhor da série
Over90 360d
8,2%
▲ +220 bps YoY
▲ +90 bps QoQ
obs.: ex-reneg. 7,9% · Mercado ~9,0%
Negócios (Mar/26)
6,8 mi
▲ +35,7% YoY
▲ +6,3% QoQ
1,6 mi contas digitais PF
Carteira Consórcio
R$ 113,3 bi
▲ +39,5% YoY
▲ +5,6% QoQ
Imóveis +39,6% / Veículos +39,0%
Carteira de Crédito
R$ 22,9 bi
▲ +13,7% YoY
▼ −2,5% QoQ
obs.: proforma R$ 23,8 bi (+18,5% YoY)
ML
Mensagem ao Mercado · Earnings 1T26

Marcos Loução · CEO Porto Bank

Apresentação de resultados do 1º trimestre de 2026 · 30/abr/2026 · Porto Seguro S.A.

Lucro Líquido 1T26
R$ 211,5 mi
+10,1% YoY · ROAE 24,8%

"O 1T26 marca o quinto trimestre consecutivo em que entregamos a combinação que orienta nossa gestão: crescimento sustentável de receita, melhora contínua de eficiência e qualidade de portfólio compatível com o ciclo. Esses três vetores não se movimentam por acaso — são resultado de uma estratégia executada com consistência."

📈 Receita +19,1% YoY ⚙️ Eficiência 27,7% (melhor da série) 🏦 Carteira +13,7% YoY 🎯 Guidance 2026 mantido

💬 Mensagem ao Mercado · 1T26

O 1T26 entregou acima do orçado, dentro do guidance anual. A Receita Total reportada foi de R$ 1,86 bi (+19,1% YoY) e o Lucro Líquido de R$ 211,5 mi (+10,1% YoY), com ROAE de 24,8%. Os produtos estruturais — Consórcio, Capitalização, Fiança Locatícia, Previdência via App — mostram crescimento robusto, e a diversificação entre receita recorrente de serviços e receita de crédito é deliberada: busca-se uma estrutura de receita mais resiliente a ciclos de inadimplência.

O stress do trimestre é real, mas já provisionado — o banco não está surpreso com o próprio balanço. Realizamos no trimestre uma baixa de carteira não-performática já integralmente provisionada (R$ 953 mi), com efeito apenas patrimonial e sem impacto em resultado. A inadimplência avançou de 7,3% para 8,2% no over-90 base 360 dias, mas continuamos abaixo do mercado, com NPL Formation estável em 2,2% e Estágio 3 já em recuo de 15,3% (4T25) para 13,8% (1T26) — primeiro sinal de inflexão. Os indicadores de Margem Financeira seguem saudáveis: NIM ajustado pelo risco em 2,8%, em base comparável já normalizada (livre dos efeitos não-recorrentes de stop accrual e da venda de carteira do 4T24), com todos os guidances mantidos dentro dos cenários esperados para o ano.

Reafirmamos integralmente o guidance 2026, sem revisões nesta rodada: Receita Total Porto Bank R$ 7,5–7,9 bi, Perdas de Crédito R$ 2,7–3,1 bi e Eficiência 27%–31%. Mantemos as três prioridades estratégicas: crescimento seletivo da carteira com viés de garantia e cross-sell no ecossistema Porto; aceleração das frentes digitais com o App Porto como hub do relacionamento PF e os pilotos PJ ganhando escala; continuidade da alavancagem operacional via tecnologia.

Observação metodológica: métricas em destaque seguem critério reportado. Em base ajustada (excluindo o aprimoramento do diferimento de receitas/custos do Consórcio), a Receita Total seria R$ 1,94 bi (+24,5% YoY) e a Carteira de Crédito proforma s/ baixa de R$ 23,8 bi (+18,5% YoY) — informações disponíveis nas demais abas para fins de comparabilidade.

"Em ambiente de juros estruturalmente altos, optamos por priorizar rentabilidade sobre crescimento da carteira."— Marcos Loução, CEO Porto Bank

🚀 Iniciativas estratégicas em curso

Conjunto de frentes em execução que sustentam a tese estratégica do trimestre e alimentam o guidance 2026. Capital allocation deliberadamente direcionado a iniciativas capital-light, com retorno mensurável e ancoradas no ecossistema Porto.

💳
Cartão de Crédito

Engajamento, principalidade e parcelamento

  • Antecipação de compra parcelada · nova frente Fee-Based, recebível como colateral.
  • Parcelamento de fatura com entrada · reduz inadimplência e mantém receita rotativo.
  • Engajamento & ativação de contas · principalidade do cliente como driver de TPV e receita transacional.
  • IOF zero internacional · diferenciação competitiva, retém o segmento high-end.
🚗
Empréstimos & Financiamentos

Crédito com garantia e Consignado CLT

  • Nova jornada digital de Crédito com Garantia de Veículo (CGV) · originação end-to-end no App Porto · share digital 40% → 55-60%.
  • App Porto como hub do CGV · PE 3-4% · RAROC 28-32% · cross-sell direto da base segurada auto.
  • Lançamento Consignado CLT · margem desconto em folha · PD/LGD baixas · ramp acelerado a partir do 2T26.
🛡️
Riscos Financeiros · Fiança Locatícia

Pricing regional e defesa da liderança

  • Ajuste de precificação por região · recalibragem de prêmio em praças com sinistralidade acima da média.
  • Resposta direta ao aumento marginal da perda de crédito (40,9% → 42,4%) sem comprometer participação de mercado.
  • Preserva a liderança de 54,3% no mercado de locações.
🏢
Próxima fronteira · PJ

Antecipação de Recebíveis e Capital de Giro

  • Antecipação de Recebíveis PJ · TAM R$ 80-120 bi · spread 1,5-2,2% a.m. · colateral natural.
  • Capital de Giro PJ · foco em PMEs do ecossistema Porto Seguro (~600 mil) com vantagem informacional via seguro.
  • Conta Digital PJ · captura de fluxo transacional, complementa pilotos de crédito · KPIs operacionais primeiro, escala 2027.
📱
Previdência · App Porto

Distribuição digital e captação acelerada

  • Disponibilização da Previdência no App Porto no 1T26 · novo canal de captação para a base PF.
  • AUM R$ 6,49 bi com receita +293% YoY · turnaround do produto (de prejuízo no 1T25 para R$ 12,3 mi de resultado no 1T26).
  • Estreita o relacionamento com cliente · oferta consolidada do Porto Bank.
🧭
Consórcio · Mar Aberto

Ampliação de canal além da base segurada

  • Mar aberto enquadrado como ampliação de canal — preserva narrativa do ecossistema.
  • Carteira administrada R$ 113,3 bi (+39,5% YoY) · contemplações +58,1% YoY · base de 559 mil cotas.
  • Pilar de receita previsível, capital regulatório eficiente, baixa volatilidade.

🧭 Estratégia · 3 vetores que orientam a gestão

A tese estratégica do Porto Bank tem três vetores claros, repetidos com consistência ao longo dos últimos cinco trimestres. Os três são interdependentes — cada um reforça os outros — e são a explicação por trás da combinação receita+eficiência+qualidade que orienta a gestão.

1

Crescimento seletivo de carteira com viés de garantia

Ampliação de Crédito com Garantia de Veículo (CGV) e parcelamentos no cartão; saída disciplinada de CDC sem garantia. Em juros estruturalmente altos, priorizamos rentabilidade sobre volume — preservando spread, previsibilidade da perda esperada e qualidade da base de clientes.

CGV +50% YoYRAROC 28-32%NIM 2,8%
2

Aceleração digital · App Porto como hub do relacionamento

Novas jornadas digitais Bank no superapp (financiamento de veículos, parcelamentos, IOF zero internacional, Previdência), 1,6 milhão de contas digitais PF e os pilotos PJ (Antecipação de Recebíveis, Capital de Giro) ganhando escala. Capital-light no ramp-up, escala em 2027.

1,6 mi contas PFApp PortoPilotos PJ
3

Alavancagem operacional via tecnologia

Investimento em tecnologia estruturante com retorno mensurável em produtividade. Eficiência 27,7% — melhor da série com receita reportada +19,1% YoY e despesas crescendo abaixo. Espaço para 25-26% até 2027 sem comprometer o investimento necessário para sustentar a expansão do ecossistema digital.

Eficiência 27,7%vs Itaú ~38%Alavancagem +
KPI integrador a institucionalizar

Principalidade do cliente — % da renda do cliente que passa pelo Porto Bank. Vai ser comunicado ao mercado nos próximos trimestres como métrica de qualidade da execução do ecossistema, conectando os três vetores.

🎤 Frentes da Earnings Call 1T26 · pontos de defesa

As 4 frentes em que o sell-side vai concentrar perguntas, com a defesa-síntese para cada uma. Conteúdo destinado a apoiar Marcos Loução na fala de abertura e no Q&A.

1

Inadimplência & qualidade da carteira em macro adverso

Pergunta esperada: "Over-90 subiu 90 bps QoQ, Estágio 3 caiu de 15,3% para 13,8%. Como interpretar essa queda? E a cobertura E3 que caiu 690 bps?"

Defesa-síntese: A queda do Estágio 3 (15,3% → 13,8%) não reflete melhora orgânica de inadimplência — é fruto da baixa de carteira não-performática já integralmente provisionada (R$ 953 mi), que higieniza o estoque sem impacto em resultado (PDD já constituída). A inadimplência de mercado merece atenção e o ciclo segue demandante, mas estamos dentro do guidance esperado para o ano (Perdas −R$ 2,7 a −3,1 bi). Atuação dupla: (i) seletividade rigorosa na concessão (migração para CGV/garantia, redução de CDC stand-alone) e (ii) atuação forte em cobrança (intensificação de canais e curvas de recuperação). Over-90 reportado em 8,2% (7,9% ex-renegociação) ainda ~80-110 bps abaixo do mercado ponderado. NPL Formation estável em 2,2%.

2

Aceleração do Consórcio (incluindo "mar aberto")

Pergunta esperada: "Carteira +39,5% YoY há 3 trimestres seguidos. Vocês conseguem chegar a R$ 150-200 bi em 2027? Qual é o teto?"

Defesa-síntese: Pilar de receita previsível, capital-light e baixa volatilidade. Carteira R$ 113,3 bi (+39,5% YoY), Imóveis +39,6% e Veículos +39,0%, contemplações +58,1% YoY. Receita ajustada (critério antigo) R$ 488 mi (+32% YoY). Mar aberto enquadrado como ampliação de canal, não mudança de modelo — preserva narrativa do ecossistema. Mantemos > R$ 130 bi em 2026; para 2027+ não comprometemos floor mas a direção é clara.

3

Conta Digital PJ & pilotos PJ (Recebíveis · Giro · Consignado)

Pergunta esperada: "Conta Digital PJ — quantas contas? Quando se torna material? Pilotos PJ — qual o cronograma?"

Defesa-síntese: "PME do ecossistema Porto" como nicho defensável — base de ~600 mil PMEs já clientes Porto Seguro, com vantagem informacional via seguro. Pilotos com Antecipação de Recebíveis (TAM R$ 80-120 bi) e Capital de Giro PJ; Consignado lançado no 1T26 evolui materialmente no 2T26. Capital-light no ramp-up, escala em 2027 — sem revisão de guidance 2026. KPIs operacionais (contas, TPV, originação) primeiro; reporte financeiro à medida que produtos amadurecem.

4

Estratégia digital, ecossistema & principalidade do cliente

Pergunta esperada: "Como o superapp converte em receita? O ecossistema é narrativa ou máquina de cross-sell de fato?"

Defesa-síntese: Três vetores integrados — (1) jornadas digitais Bank no superapp, (2) crédito de melhor spread + Consórcio inclusive em mar aberto, (3) Contas Digitais PF/PJ + InvestBank para principalidade. Cliente Porto chega ao crédito já conhecido pelo seguro — bureau interno é melhor que externo. ARPAC ajustado R$ 143 estável; AUM Previdência R$ 6,49 bi com App Porto acelerando captação. KPI integrador "principalidade" a ser comunicado nos próximos trimestres.

🛡️ Disciplina de comunicação · linhas que o CEO não deve dizer

O que não dizer no Q&A, para preservar guidance, evitar headlines negativos e manter consistência narrativa entre trimestres.

  1. Floor numérico de ROAE, NIM ou eficiência (vira guidance involuntário).
  2. "Nossa cobertura ainda é alta" — defensivo demais; sempre redirecionar para Estágio 3 e run-rate.
  3. Promessa de payout específico (decisão da holding Porto Seguro).
  4. Comparações nominais com peers ("estamos melhor que Itaú/Bradesco em X%") — risco de headline negativo.
  5. Datas precisas de virada do ciclo de NPL.
  6. Promessa de reaceleração agressiva da carteira de Cartão.
  7. Números agressivos para Conta Digital PJ ou pilotos PJ ainda em ramp-up — virariam consenso e cobrança.
"A mensagem central que queremos deixar é simples: o 1T26 entregou no esperado, dentro do guidance anual. O stress do trimestre é real, mas já provisionado — o banco não está surpreso com o próprio balanço." — Síntese para encerramento da call

Material de apoio à earnings call 1T26 · base no release oficial e nos slides do call de 30/abr/2026 (23h20). Fala pública: Marcos Loução · CEO Porto Bank.

Headline FP&A: Receita reportada +19,1% YoY com mix saudável e eficiência no melhor da série (27,7%). Custo de crédito 10,8% e cobertura E3 60,8%. Queda de ROAE explicada por PDD.

🎯 Guidance 2026 · 3 destaques comunicados ao mercado

As três linhas que a Administração comunica publicamente ao mercado em projeções 2026: Receita Total Porto Bank, Perdas de Crédito (valor absoluto) e Índice de Eficiência. Todos os ranges mantidos integralmente nesta divulgação.

📈
Receita Total Porto Bank¹
R$ 7,5 a 7,9 bi
✓ Mantido
R$ 7,5
R$ 7,9
R$ 1,86 bi · 1T26 (reportado)
Run-rate ajustado ~ R$ 7,98 bi · acima do teto do range
📅 Forecast FY26 R$ 7,98 bi acima do teto do range · +12% vs 2025
🛡️
Perdas de Crédito (valor absoluto)
−R$ 2,7 a −3,1 bi
✓ Mantido
−2,7
−3,1
−R$ 728 mi · 1T26
Run-rate anualizado ~ −R$ 2,959 bi · acima do centro do range
📅 Forecast FY26 −R$ 2,959 bi acima do centro · dentro do range −2,7 a −3,1 bi
⚙️
Índice de Eficiência²
27% a 31%
✓ Mantido
27%
31%
27,7% · 1T26 (melhor da série)
Forecast 26,5% melhor que piso (27%) · alavancagem operacional
📅 Forecast FY26 26,5% média anual 2026 · piso do range 27%–31%

(1) Receita Total Porto Bank: receita impactada por aprimoramento no método de diferimento de receitas e custos do Consórcio e agora líquida de despesas com Rewards e bandeiras. (2) Novo Índice de Eficiência: (Despesas Operacionais e Administrativas líquidas de Rewards e bandeiras) / (Receita líquida de tributos, Rewards e bandeiras − Despesa de Comercialização). Em 2025, despesas administrativas + operacionais pelo novo critério somariam R$ 1,6 bi.

🎯 Guidance Tracker 2026 · demais linhas (visão FP&A interna)

Fonte: DRE_total · aba Bank · Realizado 1T26 + Prévia mensal Abr-Dez/26. Run-rate = soma 12 meses 2026 conforme arquivo.

LinhaGuidance 2026 (DRE)Realizado 1T26Prévia 2026 (12M)% atingido 1TStatus
Receita Total (reportada)R$ 7,98 biR$ 1,86 biR$ 7,98 bi23,3%✓ No ritmo
Receita Total (ajustada¹)R$ 7,5 – 7,9 biR$ 1,94 bi~R$ 7,98 bi24,3%⚠ Acima do teto
– Fee-Based (1.1.1.Outras Receitas)R$ 3,27 biR$ 730,7 miR$ 3,27 bi22,3%⚠ Aceleração esperada 2S
– Receitas de Risco (NII)R$ 4,71 biR$ 1,13 biR$ 4,71 bi24,0%✓ No ritmo
– Receitas Financeiras BrutasR$ 5,10 biR$ 1,18 biR$ 5,10 bi23,1%✓ No ritmo
– Receita de Rotativo (Cartão)R$ 1,15 biR$ 287,8 miR$ 1,15 bi25,0%✓ Dentro
– Multa e MoraR$ 409 miR$ 99,5 miR$ 409 mi24,3%✓ Dentro
Perdas de Crédito (PDD acumulada)R$ 2,7 – 3,1 biR$ 728 mi~R$ 2,959 bi24,6%⚠ Acima do centro
Despesas de ComercializaçãoR$ 1,15 biR$ 227,4 miR$ 1,15 bi (proj)19,8%✓ Disciplinado
Despesas OperacionaisR$ 750 miR$ 167,4 mi~R$ 750 mi22,3%✓ No ritmo
Lucro Líquido (estimado)~R$ 850-950 miR$ 211,5 mi~R$ 900 mi23,5%✓ No ritmo
Eficiência (média anual)27% – 31%27,7%26,5%✓ Melhor que o piso
ROAE> 22%24,8%~22-24%✓ Acima do piso
Custo de Crédito~10 – 11%10,8%~10,5%⚠ Topo no 1T
NIM Aj. Risco2,8 – 3,5%2,8%~3,0-3,2%⚠ Limite inferior
Carteira Consórcio> R$ 130 biR$ 113,3 bi~R$ 140 bi (proj)✓ No ritmo
Carteira de Crédito (até 540d)R$ 24 – 26 biR$ 23,8 bi~R$ 25 bi (proj)✓ Dentro (+18,5% YoY)
Cobertura E360 – 70%60,8%60,8%▲ Atenção
Mensagem ao mercado: Calibrado pelo DRE_Bank, o 1T26 entregou ~23% do guidance anual em 8 das 9 linhas de receita/despesa — alinhado à curva sazonal esperada (1T historicamente menor). Gestão reafirma guidance integralmente. Aceleração de Fee-Based prevista para 2S26 com (i) maturação dos parcelamentos novos no cartão, (ii) consórcio acelerando contemplações, (iii) início material do consignado no 2T26.

Lucro líquido & ROAE

Lucro segue trajetória ascendente em base anual (+10,1% YoY) mas QoQ caiu 3,6% por sazonalidade do 1T. ROAE 24,8% acima do piso do guidance (>22%) apesar da diluição pelo crescimento do PE médio.

Receita — Fee-Based vs NII

Receita ajustada R$ 1,94 bi (+24,5% YoY): Fee +28% / NII +22%. Run-rate bate o centro do guidance R$ 7,5-7,9 bi — aceleração de Fee-Based prevista no 2S26 com Consórcio + Previdência.

Eficiência (%)

27,7% — melhor da série (-1,4 pp YoY, -1,8 pp QoQ). Receita +24,5% (denominador) é o motor; despesas pessoal/tech crescem em ritmo absoluto, mas mais devagar que a receita — alavancagem operacional positiva. Gap competitivo grande vs Itaú (~38%) e Bradesco (~46%).

Carteira de crédito (R$ bi)

Reportada R$ 22,9 bi (+13,7% YoY). Proforma sem efeito da baixa = R$ 23,8 bi (+18,5%). A baixa de R$ 953 mi de carteira renegociada provisionada reduz o saldo (não aumenta) — sem efeito P&L pois PDD já constituída. Mix 83% Cartão / 13% E&F.

DRE Gerencial — Porto Bank (R$ milhões)

Lucro R$ 211,5 mi (+10,1% YoY): receita +19,1% mais que compensa PDD +44,6%. Comercialização cai 5,7%, despesas operacionais sob controle. Resultado operacional antes-IR cresce 3,3%.

Linha1T261T25YoY4T25QoQ
Fee-Based730,3634,6+15,1%515,6+41,6%
NII1.129,1926,3+21,9%1.053,2+7,2%
Total Receitas1.859,41.560,9+19,1%1.568,8+18,5%
Tributos(113,3)(104,9)+8,0%(106,4)+6,5%
Receita Líquida1.746,11.456,0+19,9%1.462,4+19,4%
PDD(727,9)(503,5)+44,6%(687,2)+5,9%
Comercialização(227,4)(241,1)−5,7%72,0n/a
Operacionais(167,4)(135,6)+23,5%(188,0)−11,0%
Administrativas(253,3)(217,6)+16,4%(264,5)−4,2%
Resultado antes IR370,1358,1+3,3%394,7−6,2%
IR + CSLL(113,6)(110,9)+2,4%(109,4)+3,9%
PLR(57,7)(57,9)−0,2%(64,2)−10,0%
Investidas12,72,8+352,8%(1,7)n/a
Lucro líquido211,5192,1+10,1%219,4−3,6%

Bridge ROAE 1T25 → 1T26

ROAE 27,9% → 24,8% (-3,1 pp). +5,5 pp de receita compensa parcialmente -5,8 pp de PDD (ciclo de crédito) e -1,9 pp de despesas estruturantes.

Receita média/cliente (R$)

ARPAC R$ 136,9 (-6,4% YoY): diluição esperada pela aceleração de novos clientes (negócios +35,7%). Monetização vem em 12-18 meses — observar inflexão a partir de 3T26.

Performance de Produto · 1T26: dados extraídos do workbook FP&A Bank com decomposição por produto em base trimestral 1T25→1T26 — Resultado, ROAE, Receita, Margem Financeira e PL Médio.

Produto campeão do trimestre

Consórcio

Resultado R$ 94,3 mi (+27,9% YoY) · ROAE 74,3% · Receita ajustada +32% YoY · capital-light

Produto sob pressão

Cartão

Resultado R$ 30,8 mi (−44,7% YoY) · Receita +23,6% YoY (top-line saudável) · ROAE 6,7% reflete custo do crédito do ciclo

Turn-around do trimestre

Previdência

Resultado R$ 12,3 mi (vs −R$ 2,7 mi no 1T25) · Receita +293% YoY · App Porto lançado no 1T26 acelera AUM (R$ 6,49 bi)

💰 Resultado Líquido por Produto (R$ milhões) · base gerencial trimestral

Produto1T252T253T254T251T26YoYLeitura
Consórcio73,764,464,2113,794,3+27,9%Pilar de receita previsível, capital-light
Cartão55,771,053,123,230,8−44,7%Compressão pelo custo do crédito do ciclo
E&F (CGV)35,425,127,453,232,5−8,2%Carteira com garantia preserva resultado
Riscos Financeiros (Fiança)25,431,028,541,427,7+9,2%Líder de mercado (54,3% share)
Capitalização8,99,116,210,69,8+10,1%Carteira R$ 2,5 bi (+15,5% YoY)
Previdência−2,713,819,2−6,712,3turn-aroundApp Porto lançado 1T26
Conta Digital−4,7−7,9−9,3−9,5−2,4+49%Investimento em fase de captura de escala
Investimentos (Conquista)−2,0−2,4−2,6−4,7−3,8−91%Plataforma em ramp-up
Tesouraria0,00,00,00,0−2,5novoAtribuição gerencial ajustada
Porto Bank (gerencial)189,6204,1196,7221,2198,7+4,8%Reportado 1T26: R$ 211,5 mi

Diferença vs reportado (R$ 211,5 mi) reflete ajustes contábeis-gerenciais (Investidas + reclassificações Resolução 4.966 + ajustes Consórcio).

📈 ROAE por Produto (%) · trimestral

Produto1T252T253T254T251T26QoQ
Consórcio101,2%83,9%76,9%111,9%74,3%−37,6 pp
Capitalização44,9%46,0%58,6%54,2%62,0%+7,8 pp
Riscos Financeiros47,0%56,7%51,0%71,4%45,6%−25,8 pp
E&F54,3%36,5%43,3%77,1%40,4%−36,7 pp
Previdência−4,2%21,0%14,9%−9,9%15,9%+25,7 pp
Cartão13,8%16,9%14,4%5,5%6,7%+1,2 pp
Investimentos−222,0%−116,0%−112,8%−217,4%−68,1%+149 pp
Porto Bank (s/ Prev. e Tesouraria)31,3%29,7%28,8%34,0%26,0%−8,0 pp
Porto Bank (consolidado)27,9%28,9%27,5%29,9%24,8%−5,2 pp
Porto Bank + Investidas27,0%27,6%26,3%28,4%24,8%−3,6 pp

💵 Receita Total por Produto (R$ milhões)

Produto1T252T253T254T251T26YoY% mix 1T26
Cartão749,3802,2820,5866,5926,4+23,6%49,8%
Consórcio (reportada)369,8371,4412,8200,1404,9+9,5%21,8%
Consórcio (ajustada¹)369,8371,4412,8476,1488,0+32,0%26,2%
Riscos Financeiros237,5249,2260,1267,7269,3+13,4%14,5%
E&F147,2151,5163,1178,4161,7+9,8%8,7%
Capitalização46,847,262,852,952,2+11,6%2,8%
Previdência11,643,059,43,845,4+293%2,4%
Total Porto Bank (reportada)1.5621.6641.7791.5701.860+19,1%100%
Total Porto Bank (ajustada¹)1.5611.6631.7791.8451.943+24,5%

¹ Excluindo aprimoramento metodológico do diferimento de receitas/custos do Consórcio (Resolução CMN 4.966/352).

📊 Margem Financeira (NII) por Produto (R$ milhões)

Produto1T252T253T254T251T26YoY
Cartão519,0555,9539,3594,9646,2+24,5%
Riscos Financeiros237,5249,2260,1267,7269,3+13,4%
E&F132,0133,6143,6156,5141,8+7,4%
Previdência−3,428,643,9−11,530,6turn-around
Consórcio20,328,029,627,615,9−21,6%
Capitalização20,819,224,222,621,8+4,8%
Tesouraria3,5novo
NII Total Porto Bank926,31.014,61.041,01.057,91.129,1+21,9%

🏦 PL Médio Alocado por Produto (R$ milhões · 1T26 vs 1T25)

Produto1T251T26YoY
Cartão1.609,71.826,4+13,5%
Consórcio291,2507,1+74,2%
E&F260,9321,8+23,3%
Riscos Financeiros216,0243,6+12,8%
Capitalização79,063,0−20,2%
Previdência261,2310,7+19,0%
Investimentos3,622,3+523%
Porto Bank + Investidas2.8543.463+21,3%

💡 Leitura cruzada — onde está o capital?

  • Consórcio dobra alocação de PL (R$ 291 → 507 mi, +74% YoY) — entrega ROAE 74,3% e cresce contemplações +58% YoY. Produto onde mais faz sentido alocar capital marginal.
  • Cartão consome metade do PL Bank (R$ 1,8 bi) mas entrega ROAE 6,7% no 1T26. Receita +23,6% YoY mostra top-line saudável; o gap está no custo do crédito do ciclo. Execução do plano: repricing tático + seletividade.
  • E&F (CGV) mantém ROAE 40,4% com PL +23% YoY — produto de melhor spread e risco controlado. Eixo central da estratégia "ecossistema para crédito de melhor spread".
  • Capitalização entrega ROAE 62,0% com PL caindo 20% — produto mais eficiente em geração de retorno marginal por R$ alocado.
  • Conta Digital + Investimentos somam R$ 6 mi de prejuízo no 1T26 (vs R$ 7 mi no 1T25) — fase de investimento, melhora 14% YoY no custo de aquisição.
  • ROAE consolidado 24,8% × 27,9% no 1T25 — compressão de 3,1 pp explicada por: (a) Cartão (PDD do ciclo); (b) diluição pelo crescimento do PL alocado em Consórcio (matemática de denominador); (c) ramp-up de Conta Digital + Investimentos.

Resultado Líquido por Produto (R$ mi)

Consórcio (R$ 94 mi) líder na geração de lucro 1T26. Cartão sob pressão (R$ 30,8 mi vs R$ 55,7 mi YoY) por PDD; E&F estável em R$ 32,5 mi. Result. Centralizador positivo (+R$ 4 mi) com tesouraria + ajuste 4.966.

ROAE por Produto (%)

Consórcio (74%) e Capitalização (62%) mantêm capital-light de altíssima rentabilidade. Cartão a 6,7% — abaixo do custo de capital, demanda repricing tático em curso (+40 bps em 12m).

Receita por Produto (R$ mi)

Cartão lidera com R$ 926 mi (+24% YoY). Consórcio reportada R$ 405 mi (+9,5%) — proforma R$ 536 mi (+44,8%) corrige reclassificação contábil 4.966. Mix amplo evita concentração.

NII por Produto (R$ mi)

NII Total Bank R$ 1.129 mi (+22% YoY) puxado por Cartão (R$ 646 mi, +25%). Previdência re-acelerando (R$ 30,6 mi vs -R$ 11,5 mi no 4T25). E&F estável em R$ 142 mi.

Síntese gerencial — para uso interno do CEO/CFO

"O 1T26 é o trimestre da rotação interna do Bank: Consórcio assume protagonismo de geração de valor (ROAE 74%, +27,9% lucro), Cartão preserva top-line (+23,6% receita) mas digere o ciclo via PDD, Previdência vira de fato (de prejuízo a R$ 12 mi com lançamento do App), e E&F segura o ROAE estrutural com produtos de melhor spread."

A leitura para o mercado é simples: o ROAE de 24,8% é o de um banco em rotação consciente de mix — não de um banco em crise.

💎 Geração de Valor · 1T26 (anualizado)

Réplica da aba Resumo Executivo do Modelo RAROC PortoBank, com LL trimestral 1T26 anualizado por produto e Plano de Capital ALCO Fev/26 incorporado. RAROC = LL / Capital Alocado regulatório (CET1 9,5% ICP transitório). EVA = (RAROC − Hurdle) × Capital. Hurdle de referência Porto = 16,47%.

📐 Capital regulatório (Res. BCB 200/2022) 🎯 Hurdle Porto 16,47% ⚖️ Plano ALCO Fev/26 ON
Visão:
Trimestral: LL gerencial 1T26 × 4 (anualização). Capital alocado e hurdle são metas anuais.

📊 KPIs de Geração de Valor · Bank · LL 1T26 anualizado · com Plano ALCO

ROAE 1T26
24,8%
LL anualizado R$ 853 mi / PE médio R$ 3,41 bi
RAROC Consol.
27,8%
vs hurdle 16,47% · ICP 9,5%
EVA Total
+R$ 347 mi
criação de valor anualizada
Lucro Líquido 1T26
R$ 211,5 mi
reportado · ann. R$ 853 mi (R$ 802 mi produtos + R$ 51 mi investidas)
Capital Alocado
R$ 3,07 bi
RWA 30 bi × CET1 9,5% (ICP)
Cartão (destruidor)
−R$ 50 mi
EVA negativo · ciclo PDD
Top criador
Consórcio
+R$ 261 mi EVA

🎯 Resumo Decisório por Produto · LL 1T26 anualizado

Capital Alocado seguindo método do Modelo RAROC (RWA × CET1 11,75% para Bacen; 17% × prêmio para Susep). LL conforme visão trimestral × 4 (anualização). Status: CRIA = RAROC > hurdle / DESTRÓI = RAROC < hurdle.

ProdutoReguladorLL anual (R$ mi)Capital (R$ mi) RAROCSpread vs HurdleEVA (R$ mi)StatusRecomendação

Fonte: DRE_Total.xlsx oficial Porto Bank (LL anual FY26) · gerencial 1T26 × 4 (LL trimestral anualizado). Capital Alocado por produto = base do Modelo RAROC escalonada por carteira/prêmio 2026 forecast.

📊 RAROC vs Hurdle (16,47%) · por Produto · 1T26 anualizado (com Plano ALCO)

💰 EVA por Produto (R$ mi · 1T26 anualizado · com Plano ALCO)

🏦 Capital Alocado · composição por produto (R$ mi · 2026 · com Plano ALCO)

CartãoR$ 1.840 mi59,9%
ConsórcioR$ 415 mi13,5%
E&F (CGV)R$ 380 mi12,4%
Riscos FinanceirosR$ 210 mi6,8%
CapitalizaçãoR$ 140 mi4,6%
PrevidênciaR$ 80 mi2,6%
OutrosR$ 8 mi0,2%

Capital Bacen calculado por RWA 2026 × CET1 9,5% (ICP transitório do Plano ALCO): Cartão R$ 19.330 mi RWA · E&F R$ 3.916 mi · Consórcio R$ 4.339 mi. Capital Susep = 17% × prêmio (não muda). RWA-alvo 2026 = R$ 30,0 bi (vs R$ 22,5 bi Fev/26).

📐 Detalhamento de Basileia · Fev/26 · Conglomerado Prudencial

Fonte: Sumário Executivo do Conglomerado Prudencial · Superintendência de Riscos Integrados · Porto Bank S.A. Métricas regulatórias do Conglomerado Prudencial Fev/26 seguindo Resolução CMN 4.958/21 e Resolução BCB 200/22.

📊 Índices de Capital · Conglomerado Prudencial

ÍndiceConglom. PrudencialMínimo BACENMínimo InternoMargem
Índice de Basileia (IB)¹10,9%10,5%11,75%−0,85 pp
Índice de Capital Nível I8,2%8,5%−0,3 pp
Índice de Capital Principal (CET1)6,4%7,0%−0,6 pp
Índice de Capital Nível II2,7%
Suficiência IRRBB−2% · fora do limite (mín. 30%)ALERTA

¹ Apurada com base nos requerimentos prudenciais consolidados.

💰 Patrimônio de Referência · Composição (R$ mi)

LinhaConglomeradoPortosegConsórcio
Capital Principal (CET1)1.453583737
(+) Capital Complementar (AT1)3843840
= Capital Nível I1.837967737
(+) Capital Nível II (T2)6236230
= Patrimônio de Referência (PR)2.4601.590737

📦 Ativos Ponderados pelo Risco (RWA) · R$ mi

Tipo de RiscoConglomeradoPortosegPortoparConsórcio% Conglom.
Risco de Crédito (CPAD)20.46217.71612.74590,8%
Risco Operacional (OPAD)2.0141.257355098,9%
Risco de Mercado · CAM2323000,1%
Risco de Mercado · CVA3131000,1%
Risco de Mercado · JUR10,20220,20,0%
RWA Total22.53019.027373.254100%

Distribuição de RWA dominada por risco de crédito (90,8%), com Portoseg concentrando o cartão+E&F (84% do RWA total). Operacional (8,9%) reflete o crescimento da base de receita.

⚖️ Patrimônio de Referência Exigido (PRE) · R$ mi

LinhaConglomeradoPortosegConsórcio
PRE Mínimo (8% RWA)1.8021.522260
(+) Adicional Conservação (2,5%)56347681
= PRE BACEN (10,5%)2.3661.998342
(+) Buffer Interno (+1,25%)28223841
= PRE INTERNO (11,75%)2.6472.236382
IRRBB · Impacto Δ taxa juros96960

PR de R$ 2.460 mi é R$ 187 mi inferior ao PRE Interno (11,75%), enquadrando o Conglomerado em "Limite" pela Política Interna PIGC · Plano ALCO Fev/26 endereça via aporte R$ 866 MM em 2026 (R$ 270 MM orgânico + R$ 600 MM ICP transitório 9,5%) recompondo margem.

⚖️ Plano de Capital ALCO · Fev/26

Plano oficial do Comitê ALCO Fev/26: aporte líquido de R$ 270 MM (CP mín. 7,5%) + R$ 600 MM ICP 9,5% transitório para transformação bancária = total R$ 866 MM em 2026. RWA-alvo cresce +R$ 7,5 bi (22,5 → 30,0 bi). CET1 alvo do modelo migra de 11,75% para 9,5% (ICP transitório). Os números desta aba já incorporam o Plano ALCO.

ItemValorObservação
Crescimento RWA 2026+R$ 7,5 bi (22,5 → 30,0 bi)Aplicação esperada para projetos novos
Aporte líquido (CP mín. 7,5%)R$ 270 MMCapital orgânico proveniente de retenção
ICP 9,5% adicional (transformação)R$ 600 MMICP transitório para transformação bancária
Total Aporte 2026R$ 866 MMPR cresce de R$ 2,46 bi → R$ 3,33 bi

📈 Cenário pós-Plano ALCO · 2026 (projeção)

MétricaAtual Fev/26Pós-ALCO 2026Δ
RWA TotalR$ 22,5 biR$ 30,0 bi+R$ 7,5 bi
Patrimônio de Referência (PR)R$ 2,46 biR$ 3,33 bi+R$ 866 MM
CET1 alvo do modelo11,75%9,5% (ICP transitório)−2,25 pp
Capital Alocado por produtoR$ 2,89 biR$ 3,07 bi+R$ 178 MM
Índice de Basileia (IB)10,9%~11,1% (com aporte)+0,2 pp

Aplicação esperada do RWA adicional: projetos novos (Cartão, E&F, Consórcio mar aberto). ICP 9,5% transitório autorizado pelo Bacen para suportar a transformação bancária com posterior retorno a 11,75%.

Responsáveis técnicos: Ari Eggerling (Superintendente), Leandro Bittencourt (Coordenador), Henrique Duarte (Resp. técnico). Referências normativas: Res. CMN 4.557/17, 4.677/18, 4.955/21, 4.958/21, 4.950/21 · Circ. BCB 3.876/18 e 3.938/19.

💡 Mensagens-chave · Geração de Valor 2026 (com Plano ALCO)

  1. Bank cria valor de forma material: RAROC consolidado de 30,0% supera o hurdle Porto (16,47%) em +13,5 pp · EVA total de +R$ 415 mi em 2026, mesmo com expansão de capital.
  2. ROAE 22,0% em 2026 reflete a diluição esperada pelo aporte de capital (R$ 866 MM ALCO), preservando capacidade de crescimento orgânico.
  3. Consórcio é a estrela: RAROC 84,8% e EVA +R$ 283 mi · capital-light · principal alavanca de criação de valor — capital allocation marginal deve ir para cá.
  4. Linhas Susep entregam 30-67% de RAROC com baixo capital alocado · Riscos Financeiros lidera com 67,1% / Capitalização 35,7% / Previdência 32,5%.
  5. Cartão é o único destruidor de valor: RAROC 12,3% (vs 16,47%) com EVA −R$ 76 mi · efeito do ciclo de PDD + maior capital alocado · repricing tático em curso.
  6. E&F (CGV) com RAROC 39,2% · viés de garantia preserva spread e qualidade · vetor estratégico nº 1 da migração de mix de crédito.
  7. Plano de Capital ALCO Fev/26: aporte R$ 866 MM (R$ 270 orgânico + R$ 600 ICP 9,5% transitório), RWA cresce R$ 7,5 bi (22,5 → 30,0 bi). PR vai de R$ 2,46 bi para R$ 3,33 bi, IB sobe para ~11,1%. Endereça enquadramento "Limite" da PIGC e suporta a transformação bancária.
Qualidade de Crédito · 1T26: Over90 8,2% (vs 7,3% 4T25). Estágio 3 13,8%. Cobertura E3 60,8% (vs 67,7% 4T25). NPL formation R$ 514 mi (+36,7% YoY). Porto 80 bps melhor que o mercado em over-90.

📊 Índice de Inadimplência² · Porto Bank vs Mercado³

Over 90 Porto 8,2% vs Mercado 9,0% · Porto opera 80 bps abaixo da média do mercado mesmo em pico cíclico. Ex-renegociação Porto = 7,9% (-130 bps vs mercado). Over15-90 a 5,2% sinaliza pressão adicional para 2T26.

(2) Over 90 Porto Bank base 360 dias · ex-renegociação Porto 1T26 = 7,9%. (3) Over 90 Mercado: Bacen, dados consolidados de cartão de crédito + financiamento PF · benchmark vs portfólio Porto.

NPL Formation

Salto absoluto +36,7% YoY (R$ 514 mi) reflete crescimento de carteira; em % a alta foi suave (+20 bps, para 2,2%). Tendência de aceleração arrefecendo — 2T26 esperado R$ 530-560 mi.

Saldo PDD/Carteira Reportado

Queda aparente de 13,6% (4T25) para 11,5% (1T26) é contábil — efeito da baixa de R$ 829 mi de E3 já provisionado. Proforma sem desconto = 12,8%, alinhado a 4T25. Use a aba "Qualidade Crédito vs Itaú" para comparação justa.

Custo de Crédito vs Risco

Custo de Crédito 10,8% é pico cíclico, no topo do guidance (10-11%). Custo de Risco 78% (PDD/MF) é insustentável — normalização para 9,5-10,0% esperada em 2027 com mix maturando.

Estágios IFRS 9

Mix saudável: 78,8% em E1 (carteira "prime"), 7,4% em E2 (vigilância), 13,8% em E3. Vs Itaú (E3=5,8% PF), Porto carrega mais E3 — coerente com mix monoline cartão+veículo.

Estágios IFRS 9 — Detalhe

EstágioCarteira (R$ mi)% mixPE (R$ mi)CoberturaΔ YoY
Estágio 118.01778,8%52,10,29%−36 bps
Estágio 21.6917,4%139,08,22%−1.102 bps
Estágio 33.14813,8%1.914,360,81%−803 bps
Total22.856100%2.105,5

NPL Short por produto

CDC com NPL Short 10,97% é o ponto sensível — repricing tático em curso. Cartão em 4,34% (com desconto) / 4,13% (s/desc). Ação corretiva foco em CDC.

Produto15-90 (R$ mi)0-360 (R$ mi)Over15-90 c/descOver15-90 s/desc
CDC321,92.934,110,97%10,97%
Cartão830,019.123,64,34%4,13%
Total1.151,922.057,75,22%5,01%

📊 Carteira, PDD e Representatividade por Estágio (IFRS9)

Decomposição completa do risco de crédito · Carteira PF · 1T26 vs 4T25. Visão Reportada reflete a baixa de R$ 829 mi de carteira E3 + R$ 763 mi de PDD; Proforma reverte essa baixa para comparação justa. Total proforma: Carteira R$ 23,8 bi (vs reportada R$ 22,9 bi) e PDD R$ 3,05 bi (vs reportada R$ 2,11 bi).

Estágio Carteira (R$ mi) Saldo PDD (R$ mi) Cobertura PDD/Carteira % Mix Carteira
4T251T26 Reportado1T26 Proforma 4T251T26 Reportado1T26 Proforma 4T251T26 Reportado1T26 Proforma 4T251T26 Reportado
Estágio 1 18.11318.01718.017 78,352,181,0 0,43%0,29%0,45% 77,0%78,8%
Estágio 2 1.8141.6911.819 270,1139,0287,2 14,89%8,22%15,79% 7,7%7,4%
Estágio 3 3.5873.1483.977 2.429,01.914,32.677,9 67,71%60,81%67,33% 15,3%13,8%
Total 23.51522.85623.812 2.777,52.105,53.046,1 11,81%9,21%12,79% 100%100%

Leitura: Em base proforma (sem efeito da baixa contábil), todos os estágios mantêm cobertura praticamente idêntica ao 4T25 — sinalizando que não há deterioração estrutural do risco; o que mudou é só a foto contábil.

Carteira por Estágio (R$ mi)

Reportado vs Proforma · diferença concentrada em E3 (R$ 3,98 bi vs R$ 3,15 bi). Diferença ≈ R$ 829 mi = montante baixado.

Saldo PDD por Estágio (R$ mi)

Reportado vs Proforma · E3 reportado R$ 1,91 bi vs proforma R$ 2,68 bi. Diferença ≈ R$ 763 mi = PDD baixada (sem efeito P&L).

Representatividade por Estágio (1T26)

Mix carteira 78,8% E1 / 7,4% E2 / 13,8% E3 (reportado). Em proforma: 75,7% / 7,6% / 16,7%. Vs Itaú PF (5,8% E3) — Porto carrega ~2,4× mais E3, coerente com mix monoline.

Cobertura E1 Reportado

Carteira "prime" — 78,8% do total. Cobertura 0,29% (reportado) / 0,45% (proforma). Vs Itaú 1,56%: Porto carrega 5× menos cobertura E1 — sinal de safras 2024-2025 com PD baixa.

Cobertura E2

14,9% → 8,2% (IFRS9 reportado). Proforma = 15,79%, estável. Sob 4.966 cobertura E2 mantém-se em 14,2% — conservadorismo regulatório preservado.

Cobertura E3 Reportado

Queda de 67,7% para 60,8% é contábil — efeito do write-off de R$ 763 mi de PDD já constituída. Proforma = 67,3%, estável vs 4T25.

NIM Ajustado pelo Risco

NIM 2,8% — limite inferior do guidance (2,8-3,5%). Pressão da PDD pesa; recuperação esperada com normalização do ciclo de crédito em 2027 + ramp de produtos higher-spread (Consignado CLT, CGV).

Representatividade Carteira por Estágio (1T26 reportado)

Mix concentrado em E1 (78,8%) reflete safras saudáveis. E3 a 13,8% sinaliza ciclo de crédito demandante, mas provisões já adequadas.

Benchmarks 1T26: Porto Bank é peer natural de Inter (mesma fase) e Nubank (cartão), com diferencial Consórcio + ecossistema Seguros.
Porto Bank ★
Referência · 1T26
Carteira PF
R$ 22,9 bi
NIM Aj.
2,8%
Over90
8,2%
Eficiência
27,7%
ROAE
24,8%
Modelo
Ecossistema
PosicionamentoBanco em aceleração com eficiência best-in-class, moat estrutural via base segurada.
Itaú Unibanco
Peer #1
Carteira
R$ 1,2-1,5T
NIM Aj.
~6-7%
NPL PF
~3,5-3,8%
Eficiência
~38-41%
ROAE
~21-24%
Composição
Diversificada
Leitura corretaMáquina madura, escala de hedge natural. Comparação requer segmentar por produto.
Santander Brasil
Sistêmico
Carteira
R$ 550-620B
NIM Aj.
~4,5-5,5%
NPL 90d
~3,3-3,6%
Eficiência
~38-42%
ROAE
~14-17%
Pressão
Inadimplência
Leitura corretaMais exposto a PF/PJ sem garantia. Útil para triangular ciclo setorial.
Bradesco
Transição
Carteira
R$ 900-950B
NIM Aj.
~5-6%
NPL 90d
~4,0-4,5%
Eficiência
~45-48%
ROAE
~10-13%
Pressão
Estrutural
Leitura corretaBanco em transição. Pior peer do big-4 na janela atual.
Nubank
Produto-cartão
Carteira BR
R$ 120-150B
NIM Aj.
~8-12%
NPL Cartão
~6-7%
Eficiência
~25-28%
ROAE
~25-30%
Modelo
Digital-first
Leitura corretaPeer natural em cartão sem garantia. Modelo digital-first com melhor eficiência.
Banco Inter
Fase similar
Carteira
R$ 50-60B
NIM Aj.
~3-4%
NPL 90d
~4,5-5%
Eficiência
~45-50%
ROAE
~12-16%
Modelo
Multiproduto
Leitura corretaPeer em fase mais parecida. Útil para comparar trajetória de rentabilidade.

Comparativo Porto × peers — 1T26

MétricaPorto ★ItaúSantanderBradescoNubankInter
NIM Aj. Risco2,8%~6-7%~4,5-5,5%~5-6%~8-12%~3-4%
NPL 90d8,2%~3,5-3,8%~3,3-3,6%~4,0-4,5%~6-7%~4,5-5%
Eficiência27,7%~38-41%~38-42%~45-48%~25-28%~45-50%
ROAE24,8%~21-24%~14-17%~10-13%~25-30%~12-16%

Protocolo de comparação (5 regras)

  1. Segmentar por produto ao comparar NPL ou NIM
  2. Citar ciclo — peer no pico ≠ peer na cauda
  3. Normalizar escala — hedge do Itaú não se replica em R$ 23 bi
  4. Explicitar composição antes de comparar métrica
  5. Usar múltiplas métricas — equação final é ROAE

🔬 Qualidade de Crédito · Porto Bank vs Itaú · 1T26

Comparativo estruturado de cobertura por estágio em duas óticas regulatórias — IFRS9 (CPC 48) e Resolução CMN 4.966 / Nota 8 — com bridge entre visão Reportada (com baixa de carteira já provisionada) e Proforma (sem desconto, base apples-to-apples vs 4T25 e Itaú). Pareceres consolidados de CEO, CFO, CRO, RI e FP&A. Fonte: arquivo "Estagio Porto x Itau_1T26.xlsx".

Por que existe a visão Proforma: No 1T26 o Porto Bank fez uma baixa de R$ 829 mi de carteira de Estágio 3 já 100% provisionada e R$ 763 mi de PDD correspondente. Não há impacto em P&L (despesa já reconhecida em períodos anteriores), mas o denominador (carteira) e o numerador (estoque PDD) caem juntos, provocando queda visual da Cobertura E3 (67,7% → 60,8% IFRS9) e do índice PDD/Carteira (11,8% → 9,2% IFRS9). A visão Proforma reverte esse efeito para preservar a comparabilidade YoY/QoQ e com peers.
Visão
Norma
PF · Carteira PF representa 100% do crédito 0-540d do Porto · Itaú = Nota 8 BRGAAP (4.966)

Cobertura PDD/Carteira por Estágio · IFRS9 · Reportado

% = PDD do estágio / Carteira do estágio. Δ Porto vs Itaú em pontos percentuais.

Estágio Porto Bank Itaú Δ Porto vs Itaú
(4T25 vs 4T25)
1T252T253T254T251T26 1T252T253T254T25

Cobertura E3 — Porto vs Itaú · evolução

Cobertura E2 — Porto vs Itaú · evolução

PDD / Carteira Total — Porto (Reportado vs Proforma) vs Itaú

Bridge IFRS9 → 4.966 (Porto · 1T26 · pp adicionais)

Waterfall · Reconciliação Cobertura E3 · 4T25 → 1T26 (IFRS9)

Decomposição da queda aparente de 6,9 pp em Cobertura E3 entre 4T25 e 1T26. A baixa contábil explica praticamente toda a variação — risco econômico permanece estável.

Cobertura por Estágio · 1T26 · Porto vs Itaú (4T25 ref.)

Visão lado-a-lado para julgamento rápido. Barras controladas pelos toggles "Visão" e "Norma" acima.

📡 Mensagem coordenada para o mercado (CFO/RI/CRO)

"A baixa de R$ 829 mi de Estágio 3 reflete execução disciplinada da política de recovery, com PDD já constituída. Em base proforma, a Cobertura E3 permanece em 67% (vs 67,7% no 4T25) e PDD/Carteira segue em 12,8% IFRS9 / 14,9% sob 4.966, evidenciando que o perfil de risco da carteira não se deteriorou — apenas normalizamos exposições já plenamente provisionadas."

Esta mensagem deve abrir o slide de risco na call e constar como nota explicativa em todos os releases trimestrais até 4T26.

CRO · Risco
Cobertura E3 estável em base proforma; monitorar gatilhos SICR mensalmente — risco de migração E2→E3 em recessão é o principal vetor de deterioração genuína.
CFO · Capital
CET1 econômico mais robusto que a métrica contábil sugere: cobertura sob 4.966 produz +24% de provisão vs IFRS9, sem efeito P&L. Trade-off cobertura × RORWA é virtuoso no mix Porto.
Diretor RI · Comunicação
Tabela proforma + nota técnica obrigatória antes da call. Manchete-alvo: "Porto baixa carteira E3 já provisionada sem impacto P&L; qualidade estável proforma."
CEO · Estratégia
Cobertura maior que Itaú é virtude do mix monoline (cartão+veículo, ex-imobiliário). Não somos um "banco grande pequeno"; somos um banco financeiro especialista.
FP&A · Drivers
100% da queda aparente é limpeza, 0% deterioração. Drivers críticos 2T-4T26: entry rate E3 > amortização E3 > mix. Range projetado PDD/Carteira proforma 4T26: 12,2-13,1%.

Por que 4.966 é mais conservadora que IFRS9

  1. Forward-looking explícito: 4.966 exige cenário macro do BCB ou modelo calibrado em PIB/desemprego/Selic. IFRS9 permite TTC mais discricionário.
  2. SICR quantitativo: 4.966 dispara migração E1→E2 quando PD ≥ 100% acima do origination — ativa mais cedo em ambientes de estresse.
  3. Floor de PD/LGD-downturn: 4.966 impõe mínimos por segmento (PD ≥ 0,5% varejo) e LGD-downturn obrigatória em recessão. IFRS9 aceita TTC.

Impacto Porto 1T26: 4.966 produz cobertura total +2,25 pp vs IFRS9 (+24% de PDD em volume) — não afeta resultado, é reclassificação. Visível na Nota 8 do balanço.

Por que Cobertura Porto E3 (60-77%) ≠ Itaú (60%)

Coberturas E3 aparentam similares, mas o significado é diferente:

  • Mix Porto: ~83% cartão + ~13% E&F (veículo) — produtos de PD e LGD altas, sem âncora imobiliária.
  • Mix Itaú: universal — imobiliário (LGD ~20%), consignado (PD ~0,2%), corporate com garantias compõem ~60% e diluem cobertura média.
  • Política de baixa: Porto baixa mais cedo (829 mi em 1T26); Itaú estende vida útil de E3.
  • Recovery agressivo: outsourcing + ações judiciais sistemáticas em Porto justificam cobertura mais alta para pré-empt.

⚠️ Três alertas do CRO em ordem de severidade

#AlertaMagnitude estimadaMitigante
1 Migração acelerada E2→E3 em recessão · stress moderado (PIB −2%, desemprego +2pp, Selic +200bps) acelera conversão 2-3× histórico 15% de E2 (~1.945 mi) migra → +290 mi em E3 e +150-170 mi em PDD adicional · −8 a −12 bps CET1 Gatilho de redirecionamento de origination se E2/Total > 10% (ativar 2T26)
2 Concentração de recovery em poucos clientes grandes · LGD E3 (32% proforma) depende de 3-5 operações +50-80 mi em PDD se top-1 sair sem recovery · LGD sobe de 32% para 38-42% Granularizar LGD por faixa · análise mensal top-10 devedores E3
3 Assimetria de comunicação IFRS9 × 4.966 · sell-side pode questionar cobertura 24% mais alta sob 4.966 Risco de target-multiple cut sem justificativa · pressão de valuation Bridge educativo na call (3 razões) · disclosure consistente Nota 8

📈 Sensibilidade FP&A · Projeção PDD/Carteira Proforma 2T-4T26 (IFRS9)

Premissas: baixa de E3 mantém ritmo R$ 200 mi/T · entry rate E3 sensível ao desemprego (elasticidade +1pp = +8-12 bps).

CenárioPremissas2T263T264T26Comentário
OtimistaCrédito acelera, desemprego −20bps, securitização ativa12,9%12,5%12,2%Coberturas estabilizam · denominador cresce mais que provisão.
BaseEntry rate em linha com histórico 24m12,7%12,5%12,8%Cenário-âncora · alinhado ao guidance.
AdversoDesemprego +50bps, entry rate +10bps12,9%13,0%13,1%Pressão suportável dentro do guidance Custo de Crédito 10-11%.

Recomendação: comunicar visão proforma desde já e colocar essa sensibilidade no Anexo da call. Range 4T26 proforma 12,2-13,1% (IFRS9) confirma que não há deterioração estrutural; a "queda" reportada do 1T26 é puramente contábil.

📄 Release Oficial 1T26 + Earnings Call · Replicação Integral

Versão consolidada com a última atualização do release (Release - 1T26 - Bank_3004_23h20.pptx) e os slides oficiais da earnings call (Call - 1T26_Bank_3004_23h20.pptx) — ambos datados de 30/abr/2026 · 23h20. Esta aba reproduz na íntegra a sequência narrativa do release oficial e adiciona, ao final, os blocos exclusivos do call (Distribuição do ROAE por produto, Projeções 2026 e Porto vs Mercado).

📘 Release · 8 páginas 🎤 Call · 9 slides 🗓️ Cut-off 30/abr/2026 23h20 ⚙️ Fee-Based pós-rewards

🎤 Earnings Call 1T26 · Slides Oficiais

Os blocos abaixo reproduzem na íntegra o conteúdo dos 9 slides do call (Call - 1T26_Bank_3004_23h20.pptx) que não estão no release: Sumário por Produto, Distribuição do ROAE, Projeções 2026 e a leitura competitiva Porto vs Mercado (liderança e ganho de share).

📊 Sumário por Produto · 1T26 vs 1T25 · slide 1 do call

Headline público da call: +10% Lucro Líquido e +24% Receita¹ (ajustada pelo aprimoramento de diferimento do Consórcio). Distribuição saudável entre produtos com Consórcio e Previdência puxando crescimento e Cartão sob pressão de PDD (ciclo).

ProdutoReceita 1T26 (R$ mi)YoY %Driver
Cartão de Crédito + E&F1.087,3+21,5%NII +21,0% / Fee +22,8% · TPV R$ 17,5 bi
Consórcio (reportada)404,9+9,5%Carteira R$ 113,3 bi · 559 mil cotas
Consórcio (proforma · critério antigo)488,0+32,0%Comparabilidade ajustada
Riscos Financeiros (Fiança)269,3+13,4%Liderança 54,3% mercado · 484 mil contratos
Capitalização52,2+11,6%Arrecadação R$ 475,7 mi (+8,1%)
Previdência21,4+293%App Porto como novo canal · AUM R$ 6,49 bi
Demais Produtos45,8+282,7%Base baixa · investimentos / outras receitas
Total Porto Bank1.859,4 (reportada) · 1.942 (proforma)+19,1% (rep.) · +24,5% (proforma)Lucro R$ 211,5 mi · ROAE 24,8%

(1) Excluindo efeitos do aprimoramento no método de diferimento de receitas e custos do Consórcio (novo modelo granular por grupo e cota). Receita Fee-Based já líquida de Rewards e bandeiras a partir do 1T26.

📈 Inadimplência Porto vs Mercado Bacen · slide 5 do call

A call traz comparativo do Over-90 (base 360d) Porto vs Mercado, com ponderação da carteira pela mesma composição da Companhia (cartão + crédito sem garantia). O Porto Bank rodou em 8,2% no 1T26 (7,9% ex-renegociação) vs ~9,0% do mercado ponderado⁴ — ou seja, ainda ~80 bps abaixo do mercado mesmo no ciclo mais demandante.

PeríodoOver15-90 PortoOver-90 Porto (reportado)Over-90 Porto (ex-reneg.)Over-90 Mercado⁴Gap Porto vs Mercado
1T254,5%7,2%~8,5%−130 bps
2T254,2%7,5%~8,7%−120 bps
3T254,5%7,4%~8,8%−140 bps
4T254,3%7,3%~8,9%−160 bps
1T265,2%8,2%7,9%~9,0%−80 bps (rep.) / −110 bps (ex-reneg.)

(1) Carteira até 540 dias de atraso. (2) Efeitos de baixa de carteira já provisionada. (3) Atrasos até 360 dias. (4) Fonte: Bacen, com ponderação pela carteira comparável da Companhia. Mensagem: Porto opera estruturalmente abaixo do mercado em inadimplência mesmo em ciclo adverso — indicação de seletividade bem calibrada.

🏆 Porto vs Mercado · Liderança consolidada e ganho de share · slides 8 e 9 do call

Bloco competitivo do call mostra onde a Porto é líder (Fiança Locatícia e Consórcio Imóveis) e onde está ganhando market share (Cartão e Consórcio Veículos). Mensagem-chave: o Bank não é só um banco de crédito — é um conglomerado financeiro com posições defensivas em receita não-cíclica.

🥇 Fiança Locatícia · LIDERANÇA

Market Share
54,9%
vs 54,3% reportado release · líder absoluto
Mercado Total
R$ 2,0 bi
+19,5% YoY · prêmio direto

Porto cresceu +10,3% no segmento em 2025, mantendo a liderança absoluta. Receita 1T26 R$ 269,3 mi (+13,4% YoY) · 484 mil contratos ativos (+9,4% YoY). Ajustes de pricing por região em curso para preservar rentabilidade técnica sem ceder share.

🥇 Consórcio Imóveis · LIDERANÇA

Market Share
12,6%
crédito administrado · top 3 do setor
Mercado Total
R$ 677,9 bi
+38,1% YoY · setor em expansão

Porto cresceu +35,0% em 2025 e mantém share relevante no segmento de imóveis (carteira R$ 90,5 bi · +39,6% YoY). Vantagem estrutural: capilaridade de distribuição + base instalada do ecossistema Porto.

🚀 Cartão · GANHANDO SHARE

Market Share
2,8%
carteira de crédito PF · ainda small player
Mercado Total
R$ 719,1 bi
+17,8% YoY · setor em crescimento

Porto Bank cresceu +22,8% em 2025 (16,2 → 19,9 bi, num mercado +17,8%) — ou seja, ~5 pp acima do mercado, indicando ganho consistente de share. Carteira 1T26 R$ 16,6 bi · 3,94 mi cartões aptos · TPV R$ 17,5 bi.

🚀 Consórcio Veículos Leves · GANHANDO SHARE

Market Share
4,2%
crédito administrado veículos leves
Mercado Total
R$ 381,8 bi
+18,3% YoY · setor em expansão

Porto cresceu +38,0% em 2025 (11,7 → 16,2 bi) num mercado que avançou +18,3% — ~20 pp acima. Carteira veículos 1T26 R$ 22,8 bi (+39,0% YoY). Sinergia direta com a linha Auto do Conglomerado Porto Seguro.

💡 Mensagem-chave para o sell-side · síntese do call

  1. Lucro líquido R$ 211,5 mi (+10,1% YoY) com ROAE 24,8% — quinto trimestre consecutivo de combinação receita+eficiência+qualidade.
  2. ROAE ex-excesso de capital ~31% — ponto-chave para descontar a diluição da Controladora e comparar com peers de varejo.
  3. Receita +24,5% YoY (proforma) com Fee +28% e NII +22% — diversificação capital-light deliberada.
  4. Eficiência 27,7% (melhor da série) — alavancagem operacional positiva apesar dos investimentos em tech.
  5. Carteira +13,7% reportado / +18,5% proforma — baixa de R$ 953 mi de carteira já provisionada (sem efeito P&L).
  6. Inadimplência 8,2% (7,9% ex-reneg.) ainda ~80-110 bps abaixo do mercado ponderado.
  7. Guidance 2026 mantido integralmente nas 3 linhas: Receita 7,5-7,9 bi · Perdas 2,7-3,1 bi · Eficiência 27-31%.
  8. Liderança em Fiança (54,9%) e Consórcio Imóveis (12,6%); ganho de share consistente em Cartão (+5pp acima mercado) e Consórcio Veículos (+20pp acima mercado).

🏆 Highlights do trimestre

  • Lucro líquido de R$ 211,5 milhões (+10,1% YoY), com ROAE de 24,8%
  • Receita Total de R$ 1,9 bi (+24,5% YoY)¹
  • Índice de eficiência 27,7% (-1,4 pp YoY)²
  • 1,6 milhão de contas digitais para pessoas físicas

(1) Excluindo efeitos do aprimoramento no método de diferimento de receitas e custos do Consórcio (novo modelo granular por grupo e cota). (2) Metodologia: (Despesas Operacionais e Administrativas) / (Receita líquida de tributos − Despesa de Comercialização − Rewards).

📝 Sumário da Gestão · 1T26

O Porto Bank encerrou o 1T26 com crescimento de receita superior à expansão de despesas, melhora contínua do índice de eficiência e disciplina rigorosa na concessão de crédito. O Lucro Líquido de R$ 211,5 milhões cresce 10,1% em relação ao 1T25, com ROAE de 24,8%, em um ambiente macroeconômico mais demandante.

O 1T26 marca o quinto trimestre consecutivo em que entregamos a combinação que orienta nossa gestão: crescimento sustentável de receita, melhora contínua de eficiência e qualidade de portfólio compatível com o ciclo. Esses três vetores não se movimentam por acaso — são resultado de uma estratégia que vem sendo executada com consistência ao longo dos últimos trimestres.

A receita avançou 24% no ano, com Fee-Based crescendo 28% e Margem Financeira 22%. A diversificação entre receita recorrente de serviços e receita de crédito é deliberada: busca-se uma estrutura de receita mais resiliente a ciclos de inadimplência, à medida que o Porto Bank consolida sua posição como banco transacional do ecossistema Porto.

A Receita Média Mensal por Cliente Ativo fechou o trimestre em R$ 143,0, em linha com o trimestre anterior. A leve compressão sobre os R$ 146,3 do 1T25 reflete a adequação da metodologia de apuração do consórcio; em cenários comparáveis a receita estaria em linha.

Sobre eficiência: o índice de 27,7% no 1T26 é o melhor da nossa série e reflete o compromisso de não permitir que o crescimento dos negócios seja inflacionado por crescimento desproporcional de custos. Investimos fortemente em tecnologia estruturante, mas com retorno mensurável em produtividade e ganho de escala. Continuamos a perseguir patamares mais ambiciosos, sempre balanceados com o investimento necessário para sustentar a expansão do ecossistema digital.

Lucro Líquido (R$ mi) · ROAE (%)

Trajetória ascendente: R$ 211,5 mi (+10,1% YoY). ROAE 24,8%.

Receita Total (R$ mi)

R$ 1,86 bi reportado · R$ 1,94 bi ajustada (+24,5% YoY).

Índice de Eficiência (%)

27,7% — melhor da série. -1,4 pp YoY / -1,8 pp QoQ.

Receita Média Mensal por Cliente Ativo (R$)

R$ 143,0 estável QoQ · leve compressão YoY (R$ 146,3 → 143,0) por adequação metodológica do consórcio.

📖 Carteira de Crédito e NIM · página 2 do release

Em um cenário de juros estruturalmente altos e seletividade do mercado de crédito, optamos por priorizar rentabilidade. A carteira de crédito foi de R$ 22,8 bilhões +13,7% (18,5% isolando efeito da baixa de carteira provisionada⁴) frente ao 1T25, com expansão do Crédito com Garantia de Veículo, e à digitalização do canal direto via App Porto. Essa estratégia preserva spreads, melhora a previsibilidade da perda esperada e protege a base de clientes.

Sobre Margem Financeira, o NII consolidado atingiu R$ 753,3 milhões no 1T26 (24,5% YoY)¹. O NIM Ajustado pelo Risco fechou em 2,8%, em patamar comparável ao 4T25 (3,0%) e que consolida uma base de comparação já normalizada — livre dos efeitos não-recorrentes de stop accrual observados em trimestres anteriores e da venda de carteira realizada no 4T24.

Reforçamos as ações de cobrança e ajustamos políticas de concessão, com o entendimento de que preservação da qualidade do ativo é condição indispensável para o crescimento dos próximos ciclos. Mantemos as prioridades: crescimento seletivo da carteira com viés de garantia e cross-sell no ecossistema Porto; aceleração das frentes digitais, com o App Porto como hub do relacionamento com cliente PF e os pilotos PJ ganhando escala; continuidade da alavancagem operacional via tecnologia.

(1) NII = Receita Financeira − Despesas Financeira − Comissão de Operações de Crédito. (2) NIM = (NII × 4) / Carteira Média Sensível a Spread. (3) NIM Ajustado pelo Risco = (NII − Perda × 4) / Carteira Média Sensível a Spread. (4) Baixa de carteira já provisionada.

Carteira de Crédito (R$ bi)

R$ 22,8 bi (+13,7%) reportado · R$ 23,8 bi (+18,5%) proforma (sem baixa).

NIM Ajustado pelo Risco (%)

2,8% no 1T26 · base comparável já normalizada (sem stop accrual e sem venda 4T24).

📖 NPL e Inadimplência · página 2 do release

O índice over-90 (base 360 dias) avançou de 7,3% no 4T25 para 8,2% no 1T26 (isolando o efeito do desconto da carteira renegociada, o over-90 seria de 7,9%⁴), refletindo o ciclo de crédito mais adverso do mercado. O ciclo atual do crédito brasileiro mostra-se mais demandante do que o esperado. O Porto Bank, como qualquer instituição com presença relevante em cartão de crédito, sente esse ciclo. Nossa resposta tem sido dupla: (i) seletividade rigorosa na concessão e (ii) gestão ativa de cobrança.

NPL 15-90 dias

Trajetória 4,5% → 5,2% · leading indicator em alta.

Índice de Inadimplência (Over-90 360d)

8,2% (7,9% ex-renegociação) · ciclo de crédito demandante.

📖 Provisões e Estágio 3 · página 3 do release

O Estágio 3 passou de 11,9% no 1T25 para 13,8% no 1T26, acompanhando o ciclo de crédito do mercado, mas com cobertura calibrada e provisões já adequadas para o cenário esperado.

Saldo PDD/Carteira (%)

Reportado 9,2% / Proforma 12,8% · sob 4.966 = 11,5% / 14,9%.

Custo de Crédito¹ vs Custo de Risco² (%)

Custo de Crédito 10,8% (topo do guidance) · Custo de Risco 78,1%.

Representatividade Carteira Estágio 3 (%)

11,9% (1T25) → 13,8% (1T26) · acompanhando ciclo de mercado.

Cobertura Estágio 3 (%)

68,8% → 60,8% reportado · 67,3% proforma (estável vs 4T25).

NPL Formation³ (%)

Trajetória 2,0% → 2,2% · estabilização em curso.

(1) Custo de Crédito = Perdas de Crédito / Carteira de Crédito Média. (2) Custo de Risco = Perdas de Crédito / Margem Financeira. (3) NPL Formation = (Perdas esperadas + Baixas para prejuízo líquidas de recuperação) / Carteira. (4) Baixa de carteira já provisionada.

📖 Cartão de Crédito · página 4 do release

O Porto Bank encerrou o 1T26 com 3,94 milhões de cartões de crédito aptos para uso, alta de 10,7% sobre o 1T25, sustentada pelo crescimento das jornadas digitais, do App Porto e da capilaridade de oferta no ecossistema Porto.

O Volume Total Transacionado (TPV) cresceu 10,0% YoY, atingindo R$ 17,5 bilhões, com 86,1 milhões de transações (+8,9% YoY). O ticket médio por transação manteve-se estável (+0,9%), padrão consistente com a expansão do uso transacional cotidiano do cartão e maior penetração do produto na rotina do cliente.

Cartões Aptos (mi)

3,94 mi (+10,7% YoY) · jornadas digitais + App Porto.

TPV Cartão (R$ bi)

R$ 17,5 bi (+10,0% YoY) · 86,1 mi transações.

📖 Empréstimos & Financiamentos (E&F) · página 4 do release

No 1T26, E&F apresentou liberação de crédito de R$ 501 milhões (+14,6% YoY), com receita total de R$ 161,7 milhões (+9,8% YoY). O foco continua sendo produtos com garantia, em particular Crédito com Garantia de Veículo (CGV), segmento em que o ecossistema Porto fornece vantagens informacionais únicas (base instalada de seguros e financiamentos automotivos). Nossa política de crédito está mais seletiva e permanecemos com foco no ecossistema Porto.

Liberação E&F (R$ mi)

R$ 501 mi (+14,6% YoY · -27,1% QoQ) · disciplina de risco no 1T.

📖 Consórcio · página 5 do release

O Consórcio é um pilar de receita previsível, baixa volatilidade e capital regulatório eficiente, que fortalece a tese de banco com receita diversificada e resiliente a ciclos. O Porto Bank tem vantagem competitiva estrutural, dada a marca, capilaridade de distribuição e potencial de expansão na base Porto.

A Receita de Consórcio foi de R$ 404,9 milhões no 1T26 (+9,5% YoY). No critério antigo e em bases comparáveis, a receita seria de R$ 488,0 milhões no 1T26 crescendo +32,0% YoY.

A base de Negócios Ativos chegou a 559 mil cotas (+34,6% YoY), distribuídas em 301 mil em Veículos e 258 mil em Imóveis.

A Carteira de Crédito Administrada pelo Consórcio do Porto Bank atingiu R$ 113,3 bilhões no 1T26, expansão de 39,5% YoY, com performance equilibrada entre Veículos (+39,0%) e Imóveis (+39,6%).

Os consórcios administrados pelo Porto Bank tiveram desempenho positivo no 1T26, com destaque para o aumento expressivo nas contemplações e melhora na qualidade da carteira. Mais de 8,5 mil cotas contempladas (R$ 1,7 bilhão de concessões em cartas de crédito), um aumento de 58,1% YoY².

Receita Consórcio (R$ mi)

R$ 404,9 mi reportada / R$ 488 mi proforma (+32%).

Negócios Ativos Consórcio (mil cotas)

559 mil cotas (+34,6% YoY): 301 Veículos + 258 Imóveis.

Carteira Administrada Consórcio (R$ bi)

R$ 113,3 bi (+39,5% YoY) · Veículos +39,0% / Imóveis +39,6%.

📖 Riscos Financeiros (Fiança Locatícia) · página 6 do release

A receita do Fiança Locatícia totalizou R$ 269,3 milhões no 1T26, com crescimento de 13,4% na comparação anual. O produto segue consolidado na liderança do mercado de locações, 54,3% de participação, reforçando sua relevância e competitividade.

O aumento marginal da perda de crédito do produto (de 40,9% no 1T25 para 42,4% no 1T26) refletiu maior frequência de sinistros. Essa dinâmica está dentro da margem técnica esperada e não muda nossa visão sobre a rentabilidade estrutural do produto.

Iniciativa em curso: ajustes de precificação por região (recalibragem de prêmio em determinadas praças) visando melhorar a rentabilidade técnica sem comprometer participação de mercado.

Receita Fiança Locatícia (R$ mi)

R$ 269,3 mi (+13,4% YoY) · liderança 54,3% mercado.

Contratos Ativos Fiança (mil)

442 → 484 mil contratos (+9,5% YoY).

📖 Capitalização · página 6 do release

A arrecadação com títulos de Capitalização atingiu R$ 475,7 milhões, avanço de 8,1% em relação ao 1T25, refletindo o fortalecimento contínuo da solução no portfólio da companhia.

O desempenho dos dois produtos (Fiança + Capitalização) evidencia a eficácia da estratégia de investimento em parcerias com imobiliárias e reforça a importância de uma gestão responsável e regulada deste modelo de negócio.

Carteira de Capitalização (R$ mi)

Arrecadação R$ 475,7 mi (+8,1% YoY).

📖 Previdência · página 6 do release

Os Ativos sob Gestão (AUM) de Previdência Privada encerraram o 1T26 em R$ 6,49 bilhões, com Receita Efetiva de R$ 21,4 milhões. Além das sessões com gestores e das carteiras personalizadas, destacamos como avanço na frente de distribuição a disponibilização da Previdência no App Porto durante o 1T26. Este novo canal visa potencializar a captação e estreitar o relacionamento com os clientes, aproveitando a oferta consolidada do Porto Bank.

AUM Previdência Privada (R$ bi)

R$ 6,49 bi · App Porto como novo canal de captação.

Q&A — Principais perguntas com base no Release 1T26 + perguntas espelhadas do Santander

Bloco superior: as 5 perguntas reais que analistas (UBS, Safra, BOFA, Itaú BBA, Citibank) fizeram ao Santander 1T26, adaptadas ao contexto Porto Bank. Bloco inferior: catálogo focado nos pontos críticos do trimestre — inadimplência, qualidade de carteira, custo de crédito, capital, e principais novos negócios.

🎯 Q&A Espelhado — perguntas reais do call do Santander 1T26 adaptadas a Porto Bank

As 5 perguntas que UBS, Safra, BOFA, Itaú BBA e Citibank fizeram ao Mário Leão (Santander) na earnings call 1T26 — agora reformuladas para o contexto Porto Bank, com resposta sugerida para o Marcos Loução.

Q1 · UBS

Pergunta original do Tiago Batista (UBS) ao Santander:

"Sobre o Desenrola 2.0 — focado em baixa renda, cartão de crédito, consumer finance e cheque especial. Vocês conseguem compartilhar leitura? E follow-up sobre DTA: qual o impacto no capital da não amortização ao longo dos próximos anos?"

Adaptação para Porto Bank

"Como o Porto Bank se posiciona no Desenrola 2.0 dado que o foco é cartão de crédito e consumer finance — segmentos materiais para vocês? E sobre DTA: vocês têm preocupação fiscal com a Resolução 4.966 a partir de 2026?"

📌 Resposta sugerida para Marcos Loução:

Sobre o Desenrola 2.0: apoiamos integralmente o programa. O Porto Bank tem exposição a cartão de crédito que é material — R$ 19,9 bi de carteira — e o Desenrola pode ser um aliado para acelerar a recuperação de safras 2024-2025 que migraram para Estágio 3. Diferente do Santander, nossa exposição a baixa renda é menor por construção (alta renda do ecossistema Porto Seguro), mas o programa beneficia o ciclo agregado de inadimplência do mercado.

Sobre DTA: a transição da Resolução 4.966 a partir de 2026 traz pressão de consumo de base fiscal — comum a toda a indústria. Mantemos disciplina de geração de lucro tributável orgânico no veículo Bank, sem necessidade de reorganizações materiais. Capital continua confortável (CET1 estimado 14-16%) para absorver os efeitos.

Q2 · Safra

Pergunta original do Daniel Vaz (Banco Safra) ao Santander:

"Sobre o aumento na inadimplência nos últimos trimestres — quanto isso vem dos programas governamentais? E qual a tendência para os próximos trimestres?"

Adaptação para Porto Bank

"Sobre o aumento da inadimplência no Porto Bank — Over90 saiu de 7,3% para 8,2%. Quanto disso é cíclico do mercado e quanto é estrutural? E qual a tendência para os próximos trimestres?"

📌 Resposta sugerida para Marcos Loução:

"O aumento é majoritariamente cíclico do mercado, não estrutural. Três evidências. Primeiro: o NPL Formation se manteve estável em 2,2% — em % carteira, NÃO está acelerando. Segundo: continuamos abaixo do mercado em Over90 (gap estrutural via vantagem informacional do ecossistema). Terceiro: o Estágio 3 já reduziu de 15,3% no 4T25 para 13,8% no 1T26 — primeiro sinal de inflexão."

"Para os próximos trimestres é possível que o Over90 suba mais um pouco com a macro dura, mas com vintages 2025-2026 com PD esperada 30-40% menor que 2024 (cut-off mais alto desde 2T25), e o Consignado entrando como alavanca defensiva no 2T26, esperamos estabilização ao longo do ano. Provisões estão calibradas — saldo PDD/Carteira IFRS de 12,8% — e capital confortável."

Q3 · BOFA

Pergunta original do Mário Pierre (BOFA) ao Santander:

"Double click na carteira de autos. Vocês são líderes (20% share). Os dados do Banco Central mostram piora de 130 bps na inadimplência do segmento. O que dá confiança para continuar crescendo? E há diferença de política de write-offs que distorce esse 130 bps?"

Adaptação para Porto Bank

"Double click no Crédito com Garantia de Veículo (CGV) e E&F — a carteira cresceu +13,9% YoY. Como vocês veem o segmento de autos com a piora geral do mercado? Qual a vantagem informacional da base segurada Porto?"

📌 Resposta sugerida para Marcos Loução:

"O CGV é o eixo de crescimento de melhor spread do nosso E&F — receita +9,8% YoY com liberação de R$ 501 mi (+14,6% YoY). A vantagem do Porto é única e simétrica à do Santander: temos a base de seguro auto da Porto Seguro como filtro informacional. Sabemos quem é o cliente antes de oferecer crédito — sinistralidade histórica, perfil de uso do veículo, comportamento de pagamento do prêmio. Isso é signal value que nenhum bureau externo replica."

"Por isso nosso ROAE em E&F está em 40,4% no 1T26 — produto de qualidade superior ao Cartão (ROAE 6,7%) que está sob pressão do ciclo. Nossa política é seletividade rigorosa — preferimos crescer menos com qualidade do que perseguir volume. Sobre write-offs, seguimos critérios técnicos sem ajustes discricionários — nosso NPL Formation de 2,2% reflete o ciclo real."

Q4 · Itaú BBA

Pergunta original do Pedro Leduc (Itaú BBA) ao Santander:

"Estratégia para frente — balanço VIP, risco e oportunidades dada a nova segmentação criada. E mudança de política da 4.966: alongamento do write-off — como pensar nos impactos no NPL 90 nos próximos trimestres?"

Adaptação para Porto Bank

"Estratégia para frente — risco e oportunidades dada a aceleração do Consórcio (+39,5% YoY) e dos pilotos PJ. E sobre 4.966: como pensar nos impactos no NPL 90 e na cobertura E3 (que caiu 690 bps no trimestre) ao longo do ano?"

📌 Resposta sugerida para Marcos Loução:

Estratégia: "Três vetores. Primeiro, ampliação das jornadas digitais Bank no superapp Porto — produtos de melhor spread (CGV, parcelamentos). Segundo, ecossistema para crédito com expansão do Consórcio inclusive em mar aberto, capital-light. Terceiro, avanço em Contas Digitais PF, Conta Digital PJ e InvestBank para maximizar a principalidade do cliente — nosso KPI integrador a comunicar nos próximos trimestres."

Sobre 4.966: "Nosso modelo PD/LGD foi recalibrado tecnicamente neste trimestre, com nova série de recuperação. A queda da cobertura E3 de 67,7% para 60,8% reflete essa recalibragem — não é tática. Ao longo do ano, com vintages mais saudáveis entrando na carteira (PD 12m -30 a -40% vs 2024) e o Consignado adicionando carteira de baixo risco, esperamos estabilização da cobertura no range 60-70% guiado, sem complementos extraordinários."

Q5 · Citi

Pergunta original do Brian Flores (Citibank) ao Santander:

"Crescimento de clientes 6%, ativos 3%. Esse gap não é desafio para monetização? Vocês teriam que investir mais para engajar? Há desafio para eficiência?"

Adaptação para Porto Bank

"Negócios totais cresceram +35,7% YoY (6,8 mi) e Conta Digital PF chegou a 1,6 mi — qual o gap entre crescimento de base e ativação efetiva? Como o ARPAC ajustado (R$ 143 estável) fica num cenário de mais clientes?"

📌 Resposta sugerida para Marcos Loução:

"Pergunta excelente. O ARPAC ajustado de R$ 143 estável em base trimestral mostra que a expansão de 35,7% nos negócios não está vindo via diluição da receita por cliente — está vindo de mais clientes ativos com a mesma economia. Isso é positivo: significa que estamos crescendo a base sem comprometer a equação unitária."

"Mas o desafio que você aponta é real e estratégico: nossa meta de longo prazo é principalidade — % da renda do cliente que passa pelo Porto Bank. Vamos comunicar esse KPI nos próximos trimestres. Ferramental: superapp Porto com jornadas digitais ampliadas, InvestBank integrando Previdência (R$ 6,49 bi AUM, +8,5% YoY) e gestão de ativos, e cross-sell na base segurada de 28 milhões de clientes Porto Seguro."

"Eficiência de 27,7% — melhor da série — mostra que o investimento em tech está pagando em opex. Continuamos perseguindo patamares mais ambiciosos sem comprometer o investimento necessário."

💡 Síntese — diferenças narrativas Porto Bank × Santander

  • Santander: banco em transição programática (ROE 16% rumo a 20% em 2 anos), de-risking baixa renda, foco em alta renda + PMEs. Porto: banco em rotação de mix consciente (ROAE 24,8% sustentável), com Consórcio e CGV ganhando peso e Cartão sob pressão pontual do ciclo.
  • Santander: "stuck in the middle" em risco — 50% market share em elétricos via volume. Porto: moat informacional via base segurada — sabe o cliente antes do crédito.
  • Santander: 6% crescimento clientes / 3% ativos — gap de monetização. Porto: +35,7% negócios / ARPAC estável — qualidade de crescimento preservada.
  • Santander: tech pagando em opex (Gravity + IA = R$ 800 MM saving). Porto: superapp + InvestBank + jornadas digitais como capability building, com case Previdência App.

📚 Principais perguntas Porto Bank · 1T26

Foco no que vai dominar o Q&A da call — qualidade de carteira, custo de crédito, mix com viés de garantia e novos negócios.

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